10 de julho de 2026
Nacional

"É prematuro liberar máscara com a alta de casos na China"

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Ainda é muito prematuro o governo paulista liberar o uso de máscaras em locais fechados, diante da circulação da variante da ômicron, a BA.2, que levou a um aumento de casos e internações em países da Europa e na China.

Dados de sequenciamento genômico de laboratórios públicos e privados mostram que a BA.2 responde atualmente por 2% a 5% das amostras no Brasil. Há estudos que sugerem que ela possa ser até 40% mais transmissível que a linhagem anterior.

Segundo Alexandre Naime, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), embora a liberação das máscaras em ambientes fechados seja um passo natural nas medidas de flexibilização, isso só deve acontecer dentro de um cenário em que os marcadores epidemiológicos mostrem queda sustentável dos casos novos e de taxas de transmissão.

A média móvel de casos novos no Brasil caiu muito, mas agora está num platô, não está baixando mais. Vivemos um cenário de incerteza a curto prazo. Há uma preocupação com avanço da subvariante BA.2", diz.

Segundo ele, talvez não seja o momento de liberar as máscaras em ambientes fechados.

Ainda que seja possível, diante de um novo aumento de casos, voltar a atrás na decisão sobre o uso de máscaras, ele lembra que esses recuos trazem muita desconfiança à população.

Uma alternativa a ser avaliada, seria uma flexibilização com separação de ambientes fechados. Por exemplo, bancos e repartições públicas são locais fechados, com aglomeração, e não seriam candidatos a uma liberação. Já ambientes mais espaçosos, como museus, que permitem um distanciamento entre as pessoas, talvez sejam.