11 de julho de 2026
Polícia

Jovem que denunciou estupro por trio confessa que mentiu, diz polícia

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A jovem de 23 anos que denunciou ter sido estuprada por três homens em uma construção no Jardim Marambá, em Bauru, admitiu que a relação entre eles foi consensual e confessou ter mentido sobre o crime, informa a Polícia Civil. Ela alegou ter se sentido ofendida por uma atitude de um dos envolvidos durante o ato e, por isso, inventou toda a narrativa do abuso. Agora, ela será indiciada por falsa comunicação de crime.

Conforme o JC noticiou, a ocorrência foi registrada no último domingo (13). A jovem contou à polícia que, naquele dia, foi cercada por três homens, em três motos diferentes, enquanto caminhava pela rua, e que eles a obrigaram a ir até uma obra, na quadra 1 da rua Pedro Bertolini.

Disse ainda que, neste local, o trio teria feito com que ela ingerisse bebida alcoólica e, em seguida, cometido o estupro. Ela relatou também que, depois do ocorrido, foi embora para a própria casa a pé e, de lá, acionou a polícia e passou por atendimento médico. A perícia, inclusive, encontrou preservativos no endereço, consta em BO.

INVESTIGAÇÕES

De acordo com a delegada Márcia Regina dos Santos, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, apesar de a jovem não ter fornecido detalhes sobre os supostos autores, durante as investigações, os três suspeitos foram identificados por análise de imagens de câmeras de segurança dos arredores, além de conversas com familiares e possíveis testemunhas.

"Quando contatamos os investigados, que são três irmãos, eles disseram que se apresentariam na delegacia para prestar esclarecimentos. Já em depoimento, narraram uma versão diferente da apresentada pela jovem. Ela, por sinal, teve contradições em seus depoimentos e, depois, acabou admitindo que, na verdade, a relação foi consensual", explica a delegada.

Segundo Márcia dos Santos, a jovem confessou que decidiu fazer a denúncia porque, durante o ato, um dos homens fez algo que ela não gostou. Como se sentiu ofendida, então, inventou que foi estuprada.

Diante dos fatos, ela será indiciada por comunicação falsa de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, quando a pessoa provoca a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. A pena é de detenção de um a seis meses, ou multa.

DESCRÉDITO

Segundo a titular da DDM, denúncias falsas preocupam muito as autoridade porque, além de mobilizar equipes inteiras da Polícia Civil nas investigações (no caso citado, foram quatro dias de trabalho priorizando a ocorrência), que poderiam estar se dedicando a apurar casos verídicos, elas também acabam por descredibilizar, perante à sociedade, as delações de pessoas que realmente foram violentadas.