11 de julho de 2026
Internacional

Ameaçado por Biden, Xi Jinping critica sanções a Putin

FolhaPress
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Na primeira conversa entre os líderes das maiores economias do mundo sobre a guerra na Ucrânia, Xi Jinping criticou as sanções impostas à Rússia por Joe Biden e defendeu o fim rápido do conflito. O americano, por sua vez, disse que a China arcaria com "consequências" se ajudar Vladimir Putin.

De olho no temor de um dia ser alvo de algo semelhante, caso por exemplo use a força para reabsorver a ilha autônoma de Taiwan, o chinês alertou para o risco de crise global se as punições forem ampliadas.

Aliado de Vladimir Putin, Xi está sob pressão de Washington para não apoiar financeira ou militarmente o esfoço de guerra do russo, cujo país foi submetido a duras sanções que limitaram o acesso ao sistema mundial de pagamentos e às suas próprias reservas cambiais.

"Sanções amplas e indiscriminadas apenas fazem as pessoas sofrer. Se escaladas, podem levar a crises globais sérias de comércio, finança, energia, alimentos e cadeias logísticas, paralisando a já definhante economia mundial e causando perdas irreparáveis", disse o chinês.

A conversa de Xi e Biden, feita virtualmente, durou quase duas horas na manhã desta sexta (18), noite em Pequim. Segundo a chancelaria chinesa, o líder disse que os EUA e a China têm responsabilidade conjunta para manter a paz mundial.

Segundo os chineses, Biden disse que não quer uma nova Guerra Fria ou mudar o sistema político chinês, e sim revitalizar os laços entre os países.

Na conversa desta sexta, contudo, Biden disse a Xi que não apoia a independência da ilha ou busca conflito com a China. "Eu levo essas colocações muito a sério", disse o chinês, que ao mesmo tempo criticou os EUA por sinalizar tal apoio aos movimentos pró-democracia taiwaneses. "Isso é muito perigoso", afirmou Xi.