Um estudo observacional, feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, EUA, mostra que idosos donos de animais de estimação apresentam um declínio cognitivo mais lento do que aqueles que não têm pets em casa. Os benefícios para o cérebro foram maiores entre aqueles que tinham bichinhos em casa há cinco anos ou mais.
Os pesquisadores usaram dados do Health and Retirement Study, um grande estudo de beneficiários do Medicare, para desenvolver uma pontuação para cada pessoa, variando de zero a 27. Ao longo de seis anos, as pontuações cognitivas diminuíram em um ritmo mais lento em donos de pets.
Levando em consideração outros fatores conhecidos por afetar a função cognitiva, o estudo mostrou que os donos de animais de estimação de longo prazo, em média, tinham uma pontuação cognitiva 1,2 pontos maior em seis anos em comparação com os voluntários que não tinham animais de estimação.
Os cientistas também descobriram que os benefícios cognitivos associados à posse de animais de estimação por mais tempo foram mais fortes para adultos negros, adultos com educação universitária e homens. "Estudos anteriores sugeriram que o vínculo entre humano e animal pode trazer benefícios à saúde, como diminuir a pressão arterial e o estresse. Nossos resultados sugerem que a posse de animais de estimação também pode ser protetora contra o declínio cognitivo", disse a autora do estudo Tiffany Braley, pesquisadora Centro Médico da Universidade de Michigan em Ann Arbor e membro da Academia Americana de Neurologia.