11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bilionários, milionários e suas doações

Cesar Savi
| Tempo de leitura: 1 min

O que é bom para os Estados Unidos também pode ser bom para o Brasil.

Eufrásia, neta do Barão de Itararé, no fim da vida tinha ações de 297 empresas e sua fortuna era avaliada em 2 toneladas de ouro. Residia em Paris, cita Fernando Schuler. Ele morreu no Rio de Janeiro, em 1930.

Em seu testamento, deixou quase tudo para a cidade de Vassouras. O imigrante pobre Andrew Carnegie fez fortuna na siderúrgica vendida para J.P. Morgan e foi o maior filantropo americano. Criou uma fundação para cuidar de suas doações. Disse que era preciso deixar para os filhos educação e não riqueza e que os ricos doem em vida. Carnegie construiu 3.000 bibliotecas ao longo de sua existência.

Ele e Bill Gates criaram o clube dos ricos que topam doar em vida a metade ou mais de suas fortunas. Elon Musk, bilionário da Tesla, doou R$ 28,5 bilhões de reais para uma instituição de caridade. Um milionário português pretende doar dois terços de seus bens para a filantropia.

O banqueiro Moreira Salles criou o Instituto Moreira Salles e o Instituto Unibanco. Em São Paulo, um grupo de ex-alunos da Poli criou o grupo Amigos da Poli, com R$ 35 milhões, investindo um milhão por ano em projetos. Não é nada comparando com o que é feito nos Estados Unidos.

No Brasil, pessoas físicas e jurídicas podem destinar 6% do IR a pagar para a caridade e parece ser um assunto um tanto esquecido em Bauru e no país. É coisa rara nossos milionários doarem bom dinheiro para universidades ou filantropia.