Nos parece que o imperialismo mundial mostrou, de fato, a cara formidável!
A direita democrática ocidental poderosa choca-se com o autoritarismo eslavo que volta com força total sem levar em conta o senso do razoável.
A Rússia, potência nuclear, quer marcar oposição por meio do militarismo. Ressentida com o esfacelamento da União Soviética quer vizinho confiável.
Ataca a Ucrânia, nação quase irmã, que num anseio deseja ser europeia!
O imperial espírito de luta do eslavo, agora desafiado, reage pela sua raiz. E o autoritarismo se avoluma para combater os inimigos ocultos do país.
A Ucrânia, governada por um jovem aguerrido, sem noção clara de geopolítica, enfrenta o poderoso urso com vara curta e coloca o país em escura sina.
Corajoso, mas sem tino político, leva o seu povo na direção certa da ruína.
Nessa história toda, o povo ucraniano sofre as agruras de guerra regional. O Ocidente finge ajudar o país sofrido, mas receia cair numa guerra total.
A Otan, que deveria ser cancelada com a queda do forte Pacto de Varsóvia, iniciou, logo após a queda da União Soviética o cerco à então Rússia unitária.
Os aliados da Segunda Grande Guerra não reconheceram o exército solidário, grande vitorioso vermelho, frente à enorme máquina negra de guerra nazista.
Desde então, a política internacional se transformou no pacto fascista ocidental pela defesa dos interesses econômicos das nações de economia neoliberal.
Com a hegemonia do modo de produção e circulação da mercadoria no mundo, tudo tendeu à globalização das relações comerciais de modo real profundo.
Aí, uma guerra no norte terrestre põe em cheque as relações transnacionais, e uma nova "guerra fria" aparece no horizonte, em função de interesses vitais, que colocam a Política e a Economia como práticas sociais de efeitos mortais!
A crueza das relações comerciais endurecem as condutas sócio-nacionais! E, em busca da sobrevivência, as nações partem para competições finais.
Está armado o pomo da discórdia, por falta de Ética e Humanidade reais.
O valor e a finalidade da Sociedade ficam para trás e o sofrimento fatal toma ares de monstro a engolir multidões em privações e injustiças sociais!
O autor é presidente do Sebrae-SP.