11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Dólar cai cerca de 1,5% e vai a R$ 4,824, menor valor desde o início da pandemia

FolhaPress
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São Paulo - No sexto dia seguido de desvalorização, o dólar encerrou esta quarta-feira (23) com a menor cotação desde o início da pandemia de Covid-19.

A moeda americana cedeu 1,44%, a R$ 4,8430.

Em 13 de março de 2020, dois dias após a OMS (Organização Mundial da Saúde) ter declarado a disseminação global do novo coronavírus, o dólar terminou o pregão cotado a R$ 4,8280.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, subiu 0,16%, a 117.457 pontos, renovando o maior nível de fechamento desde 6 de setembro.

Ações excessivamente desvalorizadas na Bolsa, a possibilidade de ganhos no setor de commodities devido a ameaças de escassez do petróleo provocadas pela guerra na Ucrânia, além de juros domésticos altos, criam uma combinação que favorece a entrada de dólares no país. O resultado é a queda da taxa de câmbio.

Neste ano, o real apresenta a maior valorização frente à divisa americana, quando o comparado a outras 23 moedas de países emergentes. O retorno à vista da divisa brasileira está em 15,2% no acumulado de 2022.

PETRÓLEO AUMENTA

Os preços do petróleo saltaram novamente nesta quarta, acompanhando o crescimento das preocupações de investidores sobre a possibilidade de redução dos estoques.

No início da noite, o barril do petróleo Brent, referência mundial, avançava 5,14%, a US$ 121,42 (R$ 591,29). Com isso, a cotação da commodity se aproximava do US$ 127,98 (R$ 629,68), o maior valor registrado desde 2008.