10 de julho de 2026
Política

Vereador Bira teme rebaixamento do aeroporto e concessionária nega

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Pastor Bira (Podemos) revelou que recebeu informações de que o Aeroporto Moussa Nakhl Tobias, localizado na Bauru-Arealva, poderá ter sua classificação rebaixada, o que resultaria em mudanças em sua operação e administração. Segundo o parlamentar, funcionários o procuraram para denunciar que o aeródromo será reclassificado, tendo como consequências, por exemplo, o impedimento de receber aviões de maior porte, como Airbus ou Boeing.

A concessionária Rede Voa, que irá assumir a gestão do aeroporto no dia 1 de abril, informou que o espaço, inaugurado há 15 anos, manterá sua categoria como comercial, não havendo a possibilidade de reclassificação após a extinção do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) e do início da gestão integral da empresa em 16 aeroportos do Estado.

A concessionária também informa que investiu na instalação de uma Estação Prestadora de Serviço de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo para garantir maior segurança e aumentar a qualidade dos voos partindo de Bauru. Antecipou, ainda, que irá anunciar a chegada de cinco novos voos semanais da Latam, principalmente para o Nordeste.

RELATOS AFLITOS

Pastor Bira, contudo, afirma que recebeu apelos de funcionários aflitos, relatando que a mudança de classificação ocorreria a partir de 31 de março. Segundo estes servidores, vinculados ao Estado, o processo de demissão em massa foi muito além do esperado.

Detalharam ainda que o setor contra incêndio instalado no aeroporto para atender eventuais emergências e acidentes será desativado e seu efetivo de bombeiros civis, remanejado ou demitido. Também informaram ao parlamentar que, se esta reforma administrativa se concretizar, restaria apenas um motorista, no período das 7h às 19h, para operar uma viatura autobomba.

TEMPO DE RESPOSTA

Com isso, aeronaves maiores que o ATR-72, que comporta 69 passageiros, não poderiam mais operar no local, já que o tempo de resposta para uma eventual ocorrência na aterrissagem ou decolagem seria inadequado, considerando que grupamento de incêndio mais próximo fica a cerca de 25 quilômetros de distância.

"A informação que eu tenho é que o aeroporto de Bauru irá se equiparar ao de Marília, sem possibilidade de fazer, por exemplo, transporte de carga. Buscaremos mobilizar outros vereadores, deputados e empresários de Bauru e região para discutir as graves consequências desta reclassificação, que provocaria queda na qualidade da prestação do serviço, bem como prejuízos sociais, com perda de empregos, e econômicos e de logística para a cidade", frisa.

A Rede Voa, que obteve concessão do aeroporto por 30 anos, destacou, por meio de nota, que os funcionários eram de responsabilidade do Estado e os que forem aprovados nos processos seletivos da empresa serão recolocados. Em relação aos bombeiros, a concessionária informou que segue padrões de qualidade estabelecidos pela Anac e Decea e que, para combate a incêndio, cumpre a RBAC 153, regulamento sobre operação, manutenção e resposta à emergência nos aeródromos brasileiros.