09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Telma Razuk de Conti, nossa querida amiga

Olga Neme Daré
| Tempo de leitura: 2 min

"Quando estamos numa praia e um navio passando, observamos que ele, cumprindo a sua trajetória, vai sumindo aos nossos olhos, na sequência: primeiro o seu casco, a popa e a proa e, finalmente, o mastro, desaparecendo na linha do horizonte, onde o mar e o céu se encontram.

Então, dizemos: "ele se foi".

Terá sumido?

Desapareceu?

Não, certamente; apenas o perdemos de vista. Ele está onde os nossos olhos não veem. O navio continua a sua jornada, tão grande, tão majestoso quanto antes; continua o mesmo, e, talvez, no mesmo instante em que dizemos: "ele se foi", haverá outras vozes, mais além, a dizer: " lá vem ele! "

Assim a morte: quando o navio parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível, dizemos "já se foi". O ser que amamos continua o mesmo. Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado do mar. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena; cada um leva a sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos.

A vida é feita de partidas e chegadas, de idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser partida, para outros é chegada. Um dia partimos do mundo espiritual, na direção do mundo físico, noutro, partimos daqui, para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade, que somos todos nós".

E assim termina o texto, querida amiga, com algumas modificações, inspirado em uma redação que segundo alguns é de um autor desconhecido e segundo outros, é do grande escritor e filósofo francês, Vitor Hugo, onde retrata a nossa caminhada terrena e a volta à espiritualidade, dando-nos a certeza de que somos imortais e que a morte não nos separa dos nossos entes queridos e que um dia, estaremos todos juntos.

Querida amiga Telma, você partiu, na grande viagem, mas estará sempre em nossos corações.

Aos seus familiares e amigos, que aqui ficaram, e que continuarão a amá-la, peço a Deus que os consolem e com o poder da oração, poderão se ajudar e ajudar sua alma na caminhada espiritual.

Sou grata ao Bom Deus por ter tido a sua amizade, pois quem a seu lado viveu, segue a trilha da sinceridade, no brilho da sua luz.

Por seu exemplo de vida, razão que a todos empolga, abraça-a, alma querida, sua eterna amiga, Olga.