Roma - Após usar pela primeira vez uma plataforma elevatória para entrar no avião papal, o papa Francisco deu sinais de que sua saúde não está 100%, o que pode dificultar que ele viaje. Ele sofre de nevralgia ciática, uma afecção que provoca fortes dores nas pernas.
Nesta quarta (6), o governo ucraniano pediu que ele visite Kiev, capital da Ucrânia, porque isso "pode afetar o curso da guerra", segundo, Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.
"A minha saúde anda um pouco caprichosa. Tenho este problema no joelho que me causa dificuldades para andar. É um pouco chato, mas está melhorando, pelo menos consigo caminhar, há uma semana não podia fazer isso", afirmou o argentino, de 85 anos.
VIAGEM A KIEV
O convite para visitar a Ucrânia e mediar as negociações foi reforçado depois que o papa exibiu uma bandeira do país vinda da cidade de Bucha, próxima a Kiev, onde houve um massacre, e recebeu crianças ucranianas no Vaticano. A guerra chegou ontem ao seu 42º dia. Segundo Francisco, uma possível viagem estava "na mesa", mas sem data prevista. Ele também declarou que a guerra faz seu coração doer ao ponto de às vezes esquecer as dores nos joelhos.
Nos últimos dias, ele lamentou a "impotência das organizações internacionais" diante do conflito e pediu respostas "compartilhadas" à "emergência migratória" agravada pela guerra. "Algum poderoso, tristemente preso às pretensões anacrônicas de interesses nacionalistas, provoca e fomenta conflitos", disse, embora sem citar qualquer nome. Ele denunciou ainda as "seduções da autocracia e os novos imperialismos", que provocam o risco de "Guerra Fria ampliada, o que pode sufocar a vida de povos e gerações inteiras".