10 de julho de 2026
Internacional

Boris Johnson faz visita surpresa a Kiev


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Kiev - Johnson é o primeiro chefe de Estado ou governo de potências do G7 que viajou a Kiev desde o início da guerra promovida pela Rússia, em 24 de fevereiro. Este grupo de economias avançadas é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão. Na sexta, Zelenski já havia recebido a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Neste sábado, a guerra da Rússia na Ucrânia chegou ao 45º dia, com novos ataques na região leste do país, atual foco das forças russas o que faz civis se apressarem para deixar essa área da Ucrânia. Na sexta, um ataque atingiu uma estação de trem em Kramatorsk, cidade da região de Donetsk, no leste do país. Autoridades da região apontaram que o número de mortos subiu para 52.

O primeiro-ministro do Reino Unido disse que foi a Kiev como "uma demonstração de nosso apoio inabalável ao povo da Ucrânia". "Estamos estabelecendo um novo pacote de ajuda financeira e militar que é uma prova de nosso compromisso com a luta de seu país contra a campanha bárbara da Rússia", escreveu Johnson nas redes sociais.

Um porta-voz de Johnson comentou que a visita foi "um gesto de solidariedade com o povo ucraniano".

Zelenski, por sua vez, disse que Johnson "é um dos opositores mais íntegros da invasão russa, líder na pressão de sanções à Rússia e no apoio da defesa à Ucrânia". "Saudações em Kiev, meu amigo", escreveu, ao compartilhar fotos do encontro.

Chefe do gabinete da Presidência da Ucrânia, Andriy Yermak disse que, "desde o início da agressão russa, ele [Johnson] esteve em contato direto com o presidente Vladimir Zelenski". Sobre as conversas, que ele disse serem "ricas e construtivas", Yermak apontou que a Ucrânia ficará "ainda mais forte".

"Obrigado por sua posição decisiva e assistência à Ucrânia no momento em que a Ucrânia mais precisa. Obrigado pelo apoio. Pela constante pressão sancionatória sobre o país agressor e pelas armas que nos ajudam a repelir essa agressão. Lutamos juntos e venceremos juntos. Em breve. Para a Ucrânia. Para a Europa. Para o mundo", completou Yermak.

NEGOCIAÇÕES

Antes do encontro com Johnson, Zelenski disse que a Ucrânia se mantém "disposta" a negociar com a Rússia, embora os diálogos estejam suspensos desde a descoberta de atrocidades em várias cidades próximas a Kiev após a retirada das tropas de Moscou.