11 de julho de 2026
Internacional

Emmanuel Macron e Marine Le Pen farão o segundo turno presidencial na França


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Paris - Assim como há cinco anos, o segundo turno da eleição presidencial da França será disputado entre Emmanuel Macron, 44, e Marine Le Pen, 53. Neste domingo (10), os dois despontaram na apuração como os mais votados entre 12 candidatos e, assim, voltarão a se enfrentar em 24 de abril.

Com 96% dos votos contados, o presidente centrista tinha 27,4%, ante 24% da candidata da ultradireita. Em terceiro lugar,  o ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon, com 21,6%;

Pesquisa divulgada neste domingo, da Ipsos, aponta vitória de Macron por 54% a 46% no segundo turno. Em 2017, ele derrotou Le Pen por 66% a 34%. A última vez que um presidente francês conseguiu a reeleição foi há 20 anos, com o conservador Jacques Chirac.

Cerca de 49 milhões de eleitores estavam habilitados a ir às urnas, mas a abstenção, estimada em 26%, é mais alta do que há cinco anos, quando atingiu 22,2% na França, o voto não é obrigatório. A abstenção neste domingo só não é maior que a de 2002, quando a taxa foi de 28,4%.

Foi só às 21h45, no horário local, que Macron subiu ao palco para se dirigir a uma entusiasmada plateia no centro de exposições Porte de Versailles, em Paris. Em uma fala de 15 minutos, disse que, se eleito, vai levar adiante o projeto de uma França independente, numa Europa forte, sem populismo nem xenofobia.

Agradeceu a todos os candidatos derrotados, menos sua adversária, e afirmou que o único projeto crível sobre o poder de compra, que virou o tema central desta campanha, é o seu. "Sei que alguns votarão em mim para barrar a extrema direita, não para apoiar meu projeto. Eu respeito isso."

Já Le Pen disse que o "segundo turno será uma escolha fundamental entre duas visões opostas: divisão e desordem ou a mobilização do povo francês em torno da justiça social", disse.

Segundo analistas, Le Pen se beneficiou de uma campanha centrada em temas relacionados ao custo de vida, impactado nos últimos meses por uma inflação que atingiu 5,1% em março. Além disso, soube suavizar seu discurso extremista.

Esta é a terceira vez que Le Pen disputa a Presidência. Além de 2017, quando foi derrotada por Macron, em 2012 ela ficou em terceiro lugar, com 18%. Já Macron concorre pela segunda vez.