11 de julho de 2026
Cultura

É Tudo Verdade premia filme sobre a luta na Covid e documentário polonês

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

O documentário brasileiro "Quando Falta o Ar", de Anna Petta e Helena Petta, e o polonês "O Filme da Sacada", de Pawel Lozinski, foram os grandes vencedores da 27ª edição do festival É Tudo Verdade. O anúncio foi feito na noite deste domingo (10) e a entrega dos troféus e certificados aos premiados brasileiros ocorreu em evento com a projeção de "O Território", de Alex Pritz.

O longa nacional faz um retrato da luta coletiva contra a Covid-19 no país pela perspectiva de médicas, enfermeiras e agentes de saúde. Além do troféu da mostra, a produção leva R$ 20 mil. "É um registro precioso de uma memória coletiva ainda recente e um registro inestimável da importância do Sistema Único de Saúde, o SUS", afirmou o júri sobre o trabalho.

INTERNACIONAL

Já na competição internacional, o vencedor foi o polonês "O Filme da Sacada", feito a partir de gravações de pessoas que passam na calçada do diretor e são convidadas a falar e refletir sobre a vida. A decisão unânime do júri citou "o mosaico de retratos profundos de personagens retirados do anonimato urbano por um dispositivo insólito e simples que realiza um surpreendente mergulho em suas personalidades, medos e desejos".

PRÊMIOS

Entre os longas nacionais, "Sinfonia de um Homem Comum", de José Joffily - sobre o diplomata brasileiro José Maurício Bustani -, recebeu menção honrosa, enquanto o francês "Ultravioleta e as Gangues das Cuspidoras de Sangue", de Robin Huzinger, mereceu a citação especial por "construir um panorama que combina história particular e pessoal com a memória cinematográfica".

Já entre os curtas produzidos no Brasil, "Cantos de um Livro Sagrado", de Cesar Gananian e Cassiana der Haroutiounian, leva o prêmio de R$ 6 mil por sua abordagem original à Revolução de Veludo, ocorrida na Armênia em 2018. A menção honrosa na categoria ficou para "Cadê Heleny?", de Esther Vital, animação em stop motion feita com bordados sobre a tortura e o desaparecimento da militante Heleny Guariba durante a ditadura.

Na modalidade internacional, o curta vencedor foi "Como se Mede um Ano?", de Jay Rosenblatt - que também leva R$ 6 mil pela narrativa de crescimento da filha do diretor ao longo de 17 anos -, e a menção honrosa foi para "Ali e Sua Ovelha Milagrosa", com direção de Maythem Ridha, que acompanha um menino de 9 anos que é obrigado a sacrificar Kirmeta, sua ovelha favorita.

O É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções nacionais e internacionais vencedoras para entrar na corrida pelo Oscar do próximo ano nas respectivas categorias.

O júri da competição nacional contou com a historiadora Eloá Chouzal, o diretor e fotógrafo de cinema e televisão Carlos Ebert e o escritor, cineasta e colunista deste jornal Renato Terra. Para avaliação dos longas estrangeiros, foram chamados o cineasta Luiz Bolognesi, de "A Última Floresta", o jornalista e designer uruguaio Hugo Bure e a cineasta norte-americana Megan Mylan - ganhadora do Oscar em 2009 pelo curta documental "Smile Pinki".