09 de julho de 2026
Internacional

Putin já não acredita em acordo

FolhaPress
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Moscou - O presidente Vladimir Putin disse nesta terça-feira (12) que não teve escolha a não ser atacar a Ucrânia para proteger a Rússia e que as negociações de paz chegaram a uma espécie de beco sem saída devido às acusações de Kiev de que Moscou estaria cometendo crimes de guerra.

"Voltamos novamente a uma situação sem saída para nós", disse Putin a funcionários da agência espacial russa no Cosmódromo Vostotchni, a mais de 5.000 km de Moscou. Segundo ele, a "operação militar" ?eufemismo do Kremlin para a Guerra da Ucrânia? vai alcançar o que chamou de "objetivos nobres".

"Por um lado, estamos ajudando e salvando pessoas e, por outro, estamos simplesmente tomando medidas para garantir a segurança da própria Rússia", disse o político. "Está claro que não tivemos escolha. Foi a decisão certa."

Putin disse ainda que a principal meta da intervenção é salvar pessoas na região do Donbass, no leste da Ucrânia. O território abrange Lugansk e Donetsk, onde separatistas apoiados por Moscou combatem forças ucranianas desde 2014. Dias antes do início da guerra, a Rússia reconheceu as duas regiões como repúblicas independentes. Putin também deu a entender que não tem pressa para encerrar o conflito. "E vamos agir ritmicamente, com calma, de acordo com o plano que foi originalmente proposto pelo Estado-Maior", completou.

O governo da Ucrânia deteve nesta terça-feira (12) Viktor Medvetchuk, considerado o principal aliado de Vladimir Putin. Ele é deputado e estava cotado para compor um eventual governo títere, caso a invasão russa tivesse derrubado o governo em Kiev.

Sua proximidade com o presidente russo, que é padrinho de sua filha, é notória. Apesar de o político e bilionário estar com um uniforme sem marcações, de origem desconhecida, não está claro se ele está sendo considerado um combatente.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou que a Rússia cometeu um genocídio na Ucrânia, dizendo a repórteres, nesta terça-feira (12) em Des Moines que "ficou cada vez mais claro que Putin está apenas tentando acabar com a ideia de ser ucraniano".