Jaú - Nesta quinta-feira (14), como parte da operação Candy Shop, deflagrada para desarticular organização que comercializava drogas sintéticas em festas na região, policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) cumpriram mandados de busca nas residências dos investigados e prenderam em flagrante um homem e duas mulheres por tráfico e associação para o tráfico.
Com o trio, entre eles um casal apontado como líder do grupo, as equipes apreenderam 21 comprimidos de ecstasy, quatro porções de MD, 15 micropontos de LSD, seis porções brutas de maconha e quatro porções de haxixe, além de dois veículos, um deles de luxo, e cerca de R$ 26 mil. Um quarto suspeito não foi encontrado, mas teve prisão preventiva solicitada à Justiça.
A atuação da organização vinha sendo investigada desde novembro de 2021. Os trabalhos revelaram que o grupo especializou-se na venda de drogas sintéticas, especialmente ecstasy, LSD e outras metanfetaminas, conhecidas como MD e Cristal, além de comprimidos de um medicamento de uso controlado, que contém em sua fórmula lisdexanfetamina, uma espécie de metanfetamina.
De acordo com o delegado titular da Dise, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, a operação foi batizada com esse nome em razão do termo usado pelos investigados e usuários para se referir a esses tipos de drogas - doces e balas. Um casal - um homem de 34 anos e uma mulher de 24 anos -, presos ontem em flagrante, foram identificados como os líderes do grupo.
"Eles eram os principais responsáveis pela distribuição de drogas, especialmente em festas que frequentavam, as quais eram mostradas em suas redes sociais, onde ostentavam o alto padrão desses eventos e da vida que levavam, tudo custeado pelo tráfico de drogas, inclusive a utilização e até a comercialização de carros de luxo", afirma o delegado.
"Também se apurou que eram altos os valores das substâncias comercializadas. O grama da metanfetamina conhecida popularmente como MD chegou a ser negociado pelos investigados a R$ 250,00, sem falar no preço alto dos comprimidos de ecstasy, em média R$ 50,00. No 'combo' das substâncias comercializadas ainda estavam substâncias inalantes, popularmente chamadas de Loló".
A outra mulher presa, de 35 anos, segundo Goes, teria se associado ao casal, junto com o companheiro, para praticar o comércio ilegal. Durante as investigações, a Polícia Civil chegou a apreender na casa dos líderes da organização diversos cigarros eletrônicos de venda proibida no Brasil. Na ocasião, o homem foi preso por contrabando, mas obteve a liberdade provisória. Mesmo com restrições, de acordo com o titular da Dise, ele teria viajado até Santa Catarina com cerca de 250 porções de metanfetaminas e comprimidos do medicamento proibido.