09 de julho de 2026
Nacional

Covid: ministro anuncia o final de emergência

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o Brasil vai "ter que conviver" com a Covid-19 após anunciar o fim da Espin (Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional). A declaração foi dada nesta segunda-feira (18) após o chefe da pasta fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de domingo informando iria divulgar um ato normativo nos próximos dias com a medida.

"Essa norma reconhece o que nós já vivemos no Brasil normalmente. A covid não acabou e não vai acabar, pelo menos nos próximos tempos. Vamos ter que conviver com ela", disse Queiroga durante coletiva de imprensa. "Nenhuma política pública de saúde será interrompida", acrescentou.

O QUE É A ESPIN

A Espin (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional), decretada pelo governo federal em 2020, possibilita a compra de materiais hospitalares por bens públicos com mais celeridade, além da aplicação emergencial de vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ? é o caso da CoronaVac, que ainda depende deste aval de emergência para ser aplicada no país.

A Covid-19 continua sendo a doença que mais mata no país, apontam dados mais recentes dos cartórios de registro civil. Neste domingo (17), o Brasil registrou 18 novas mortes pela Covid-19 e média móvel de 100 mortes pela doença na última semana. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa.

CONASS

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nésio Fernandes, alerta para a possibilidade de falta de médico e assistência nos hospitais caso o Ministério da Saúde decrete o fim da pandemia.

De acordo com Fernandes, que é também secretário de Saúde no Espírito Santo, ainda há nos estados e municípios profissionais contratados com base no decreto de emergência. Para haver a substituição respeitando os trâmites legais, o prazo de 30 dias estipulado para a transição é insuficiente.

O conselho foi procurado pela equipe do ministro Marcelo Queiroga e sugeriu uma transição de 90 dias para não haver interrupção nos serviços.