Belo Horizonte - Duas vítimas da falsa enfermeira que aplicava o que afirmava ser vacina contra Covid-19 em Minas Gerais pediram à Justiça a devolução do dinheiro que pagaram à mulher pelas doses do suposto imunizante.
O pedido consta em denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais, no último dia 8, contra a falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas por associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Segundo explicação da Promotoria, as vítimas podem requerer o dinheiro de volta por terem sido vítimas de estelionato, conforme a legislação. Caberá à falsa enfermeira, caso o pedido seja acatado pela Justiça, fazer a devolução do dinheiro.
O Ministério Público mineiro afirma que centenas de pessoas caíram no golpe da falsa enfermeira.
Porém, apenas duas entraram com representação pedindo o ressarcimento. Uma cobra R$ 2.280 e a outra, R$ 6.500.
Conforme a Promotoria, um pagou por cinco doses e, o outro, por dez.
Também segundo a instituição, a movimentação financeira da falsa enfermeira com o golpe foi de aproximadamente R$ 700 mil.
As penas para a denunciada, caso condenada, pode chegar a 15 anos de prisão.
O advogado da falsa enfermeira, Bruno Agostini, afirmou que não fará comentários sobre o pedido de ressarcimento pelas vítimas de sua cliente por não ter tido acesso à denúncia do Ministério Público.