09 de julho de 2026
Esportes

Equipe de Bustos tem a metade das finalizações dos adversários e técnico admite a sua responsabilidade

Folhapress
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Fabián Bustos chegou ao Santos na reta final do Campeonato Paulista para evitar o inédito rebaixamento, manteve o time na Série A e teve duas semanas de treinamentos antes do início do Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana, além da sequência na Copa do Brasil.

Nessa "intertemporada", o técnico argentino detectou a necessidade de maior equilíbrio defensivo e pediu a contratação de reforços com imposição física: os volantes Rodrigo Fernández e Willian Maranhão e os atacantes Jhojan Julio e Bryan Angulo chegaram.

A comissão técnica decidiu, em um primeiro momento, ter uma equipe mais reativa: sistema defensivo forte, transições rápidas e velocidade nos contra-ataques. Na prática, porém, o Peixe tem tido dificuldade para superar essa etapa para depois pensar em ser ofensivo.

Desde esse período maior para treinos, o Santos venceu Universidad Católica-EQU (Sul-Americana) e Coritiba (Campeonato Brasileiro), empatou com o Fluminense e perdeu para Banfield e Coritiba (Copa do Brasil). Em todos esses compromissos, o Peixe teve dificuldade para marcar e finalizou pouco.

O Santos teve, em média, 10 chutes feitos e 20 sofridos por partida. No geral, o Peixe não costuma ficar com a bola e tem média de 44% de posse.

"O principal responsável sou eu. Não fizemos o que planejamos. Não estivemos bem taticamente e defensivamente no primeiro tempo, com muitos erros. O principal responsável sou eu. João Paulo salvou, mas poderia ser 1 a 1 com o pênalti. O Brasil inteiro viu o pênalti e nós nos levantaríamos emocionalmente. Melhoramos no segundo tempo, mais equilibrados. Sou o responsável por erros individuais, táticos e coletivos. Não me eximo da responsabilidade, mas poderia ser empate. E o jogo está aberto. São 180 minutos", afirmou Bustos, lembrando da partida de volta, no dia 12 de maio, na Vila Belmiro.