Moscou admitiu nesta sexta-feira (22) que o naufrágio de seu principal navio de guerra no Mar Negro, o Moskva, deixou um marinheiro morto e 27 tripulantes desaparecidos. Símbolo do poder naval do país, o navio afundou no dia 14, segundo o Ministério da Defesa russo.
O Kremlin vinha se negando a comentar sobre possíveis baixas até então. Outras 396 pessoas foram resgatadas do navio.
O navio está no centro de uma guerra de narrativas entre Moscou e Kiev: os ucranianos afirmam que a embarcação afundou após ser atingida por um míssil de cruzeiro, enquanto os russos afirmam que houve um incêndio após a explosão de munição ali transportada.
Nenhuma das versões pôde ser confirmada de maneira independente, mas analistas militares afirmam que, caso o ataque ucraniano tenha sido real, o episódio representaria um golpe moral para o governo de Vladimir Putin. O governo ucraniano afirma que conseguiu atingir o navio de guerra com um míssil de fabricação ucraniana batizado de Neptune.