Em 4 de maio o Banco Central americano, o Fed, deve elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano e o nível atual de inflação anualizada está de 8,5% ao ano. Há quem defenda alta de 0,75 ponto percentual. O certo é que os juros subirão. Juros mais elevados lá mexerão com a cotação do dólar aqui. Investidores sem apetite a riscos migrarão seus recursos para papéis americanos.
Juros no Brasil
Também em 4 de maio o Banco Central brasileiro definirá a nova taxa básica de juros por aqui. Com inflação anualizada em 11,30% os juros básicos vêm subindo em todas as reuniões do Copom. A taxa atual é de 11,75% ao ano, e pode ter alta de 1,0 ponto percentual. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, havia indicado que haveria esta elevação e depois seria dada uma trégua, ou seja, novo aumento somente se necessário. Como a inflação não cede, agora provocada pela guerra entre Ucrânia e Rússia, novas altas deverão ocorrer. Vale destacar que a meta de inflação é de 3,5% para este ano.
Economia brasileira não deslancha
Com juros mais elevados a economia brasileira não deslancha. Os agentes econômicos se retraem e a roda da economia gira mais lentamente. Administrar é fazer escolhas, e neste momento a prioridade é segurar os preços. Lembrando que inflação prejudica fortemente as camadas mais pobres da população.
Inadimplência em alta
Com inflação mais alta, e com sucessivas altas nos juros para combater a escalada de preços, o consumidor reduziu seu poder aquisitivo e a inadimplência chegou forte no varejo brasileiro. Dados da Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) indicam que a taxa de inadimplência deve atingir 4,69% neste mês. Esse indicador leva em conta atrasos em pagamentos acima de 90 dias. Efeitos colaterais indesejados, mas previsíveis.
Amanhã: pagamentos de 13º. para aposentados e pensionistas
A primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas começa a ser paga amanhã (25). São 31,6 milhões de segurados do INSS. O valor do décimo terceiro será creditado juntamente com a parcela mensal do benefício. Somando esta parcela e a próxima que será paga em maio, serão injetados na economia R$ 56,7 bilhões.
Priorize pagar dívidas
Como a inadimplência cresceu, é bem provável que parte daqueles que receberão o décimo terceiro agora estejam com pendências financeiras. Este dinheiro extra deve ser canalizado para liquidar estas pendências, afinal, além do nome ficar negativado, também a incidência de multa e juros é pesada. Assim, antes de destinar o dinheiro para o consumo, coloquem em dia suas dívidas.
Sobrando, poupe
Esta é a segunda dica: poupar. Como trata-se do décimo terceiro, que viria somente no fim do ano, é factível que este dinheiro seja poupado. Assim, haverá um colchão de recursos para as despesas extras de agora e principal do fim do ano. Seja cauteloso no destino deste dinheiro.
Imposto de Renda
Sem querer ser chato, mas sendo, lembro que a Declaração do Imposto de Renda tem prazo final para entrega em 31 de maio. Houve o adiamento, posto que o prazo inicial seria agora dia 30 de abril, mas nem por isso você deve deixar para elaborar a declaração na última hora. Separe a papelada, e mãos à obra.
Mude já, mude para melhor!
Coloco aqui uma reflexão: você filtra o que escreve em redes sociais ou age por impulso? Coloco isso, porque tenho observado uma falta de respeito em algumas postagens, chegando ao patamar de ofensas. Um pouco de tolerância com opiniões divergentes não faz mal algum. Isso vale até no tocante ao respeito da atuação profissional de cada um de nós. Vale a dica: antes de se colocar nas redes sociais respire, reveja, reconsidere, e finalmente tenha certeza do que quer transmitir. Isso gera boa convivência em sociedade. Mude já, mude para melhor!