São Paulo - Foliões se concentraram na Barra Funda para a saída do bloco Cornucópia Desvairada, na manhã deste sábado (23). Outros quatro grupos saíram às ruas ontem. Foram um exemplo do que deve ocorrer ainda hoje, quando o Carnaval de rua paulistano deve terminar e também os desfiles no Anhembi que adentram o domingo.
Neste sábado desfilariam, a partir das 22h30, Vai-Vai, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Águia de Ouro, Barroca Zona Sul, Rosas de Ouro e Império da Casa Verde. Com seis banheiros químicos e catadores contratados, bloco pediu que os presentes jogassem lixo no lixo e dessem preferência a latinha, fazendo as vezes da prefeitura que não deu apoio ao desfiles de rua.
ANHEMBI
A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo foi marcada por atrasos e falhas técnicas. Os problemas, porém, não diminuíram a empolgação pela volta ao sambódromo após a paralisação da pandemia.
Homenagens ao próprio Carnaval e mensagens de esperança deram o tom da festa.
A Acadêmicos do Tucuruvi, primeira escola a ocupar a avenida, estava prevista para entrar às 22h30, mas só iniciou sua evolução às 23h. A segunda escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi foi a Colorado do Brás, que apresentou o samba enredo "Carolina -- A Cinderela Negra do Canindé", em referência à escritora Carolina Maria de Jesus. Na sequência, a Mancha Verde foi prejudicada por problemas em um de seus carros.
A Tom Maior apresentou sem grandes contratempos seu enredo "O Pequeno Príncipe no Sertão". Ao final do desfile, foi constatado que havia vazado óleo foi preciso parar para limpar a pista, o que atrasou em cerca de uma hora a entrada da Unidos de Vila Maria.
A Acadêmicos do Tatuapé também não ficou livre dos problemas: o segundo carro quebrou.
Fechando o primeiro dia de desfiles, com cerca de 1h40 de atraso, a Dragões da Real trouxe alegorias luxuosas para a avenida, contando inclusive com interpretações dignas de musicais, homenageando o sambista Adoniran Barbosa.