Moscou - O Ministério da Defesa da Rússia emitiu, nesta segunda-feira (25), um comunicado em que "exige categoricamente" que o governo ucraniano emita uma "ordem apropriada" para a retirada de civis que estão na usina metalúrgica de Azovstal, em Mariupol, cidade portuária sitiada pelos russos. O governo russo promete um cessar-fogo na região para a saída dos civis.
O Ministério da Defesa da Ucrânia, por sua vez, disse que "armas químicas podem ser usadas contra pessoas no território da usina Azovstal".
Há cerca de dois mil militares e civis ucranianos das instalações da empresa." O governo ucraniano disse que "para fazer isso, a liderança russa planeja realizar bombardeios e ataques de mísseis com munições de artilharia e aeronaves ?portadores de venenos de combate."
Ontem a guerra da Rússia em território ucraniano chegou ao 61º dia. Após dois meses do início da invasão, a Presidência da Ucrânia recebeu em Kiev a visita do secretário de Estado americano, Anthony Blinken, e do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que "a assistência à Ucrânia foi a questão número um nas conversas com representantes dos Estados Unidos". Os americanos prometeram mais US$ 322 milhões em ajuda à Ucrânia para compra de armas, além do retorno gradual de seus diplomatas ao país.
Austin afirmou ainda querer "ver a Rússia enfraquecida a ponto de não poder fazer o tipo de coisa que fez ao invadir a Ucrânia".
CESSAR-FOGO
A Rússia disse que cessaria "unilateralmente quaisquer hostilidades" e que o mesmo será feito por grupos de separatistas pró-russos na Ucrânia, "guiados por princípios puramente humanos" e garante "a retirada desta categoria de cidadãos em quaisquer direções selecionadas por eles".
Para o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Rudenko, a suspensão das "hostilidades perto de Azovstal para permitir que os civis restantes deixem a zona de combate" é um "grande gesto de boa vontade" da parte russa.
Para a evacuação, a Rússia anunciou um corredor de evacuação, mas a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, negou que ele exista.
Os Estados Unidos, a França, a República Tcheca e outros aliados estão mandando dezenas de projéteis de longo alcance para ajudar a Ucrânia a deter a escalada ofensiva no leste da região de Donbass.