Dois protestos marcaram a manhã desta segunda-feira (2) na porta da Prefeitura de Bauru. Um grupo de motociclistas por aplicativo exige mudanças na forma como a fiscalização acontece hoje na cidade e também um grupo de agentes comunitários de saúde pede a incorporação dos profissionais no quadro de servidores municipais. Os movimentos foram pacíficos, duraram cerca de duas horas e representantes de ambas as demandas foram recebidos pela prefeita Suéllen Rosim (PSC). Também acompanharam a movimentação os vereadores Markinho Souza (PSDB), Junior Lokadora (PP), Mané Losila (MDB), Junior Rodrigues (PSD) e Marcelo Afonso (Patriota).
Segundo Marcelo dos Santos, hoje os motociclistas por aplicativo, que trabalham basicamente entregando alimentos, são fiscalizados pelos agentes do Grupo de Operações de Trânsito (GOT), da Emdurb, como motofretisas, categoria com mais exigências legais para circular. “Eles têm que ter placa vermelha e um baú na moto, porque às vezes entregam peças, equipamentos pesados. Nós entregamos alimentos, só usamos uma bag (mochila térmica) e muitas vezes moto particular. São outras exigências”, defende. A proposta de emenda na legislação precisa partir do Executivo.
Já os agentes comunitários de saúde temem pela continuidade nos empregos. Segundo Vivian Martins Gomes, uma das 84 profissionais do município, apesar do processo seletivo, a categoria foi contratada no regime da CLT, registradas pela Fundação Estatal Regional de Saúde da Região de Bauru (Fersb). Agora, eles pedem a incorporação como servidoras municipais. “Nós tememos pelo fim do contrato da prefeitura com a Fersb. Em outros municípios, como Marília e Campinas, essa incorporação foi possível”, explica. Ainda segundo Vivian, a prefeita se comprometeu a verificar quais medidas jurídicas podem ser adotadas nesse caso.