Moscou - O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, nesta quarta-feira (4), um cessar-fogo na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, onde militares e civis ucranianos estão cercados por tropas russas há dias.
De acordo com o Kremlin, será aberto um corredor humanitário entre quinta (5) e sábado (7), das 8h às 18h (horário de Moscou, seis horas à frente do de Brasília). A Rússia ainda anunciou que serão retirados apenas trabalhadores, mulheres e crianças ?as tropas ucranianas têm negado a rendição.
As forças russas e aliados de Donetsk, afirmam, "garantirão a retirada de civis em qualquer direção que escolherem, tanto para o território da Federação Russa quanto para áreas sob o domínio das autoridades de Kiev".
Ainda nesta quarta, uma operação liderada pela ONU e pela Cruz Vermelha conseguiu retirar de Mariupol um número não especificado de pessoas em direção a Zaporíjia, cidade no centro do país e ainda sob controle ucraniano.
BELARUS
Após semanas fora do foco da Guerra da Ucrânia, a Belarus ressurgiu em cena nesta quarta (4) ao iniciar exercícios militares de surpresa em seu território. O país é o principal aliado da Rússia na ofensiva contra o vizinho de ambos.
O movimento ocorre no 70º dia da invasão russa, quando Moscou ampliou as forças envolvidas nos ataques na região do Donbass (leste russófono do país) e anunciou ter usado pela segunda vez um submarino da Frota do Mar Negro em bombardeios com dois mísseis de cruzeiro Kalibr.
A ditadura de Aleksandr Lukachenko é uma antiga amiga de Moscou, mas sempre buscou se equilibrar entre a ex-metrópole soviética e a União Europeia.
Segundo o Ministério da Defesa belarusso, as manobras só visam "testar sua prontidão para combate" e não oferecem perigo a vizinhos. Kiev não comprou isso pelo valor de face. "Estamos prontos", disse o porta-voz do serviço de fronteiras ucraniano, Andrii Demtchenko, sobre um eventual reforço de Minsk à guerra da Putin.