10 de julho de 2026
Nacional

Jair Bolsonaro critica Petrobras

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O presidente Jair Bolsonaro voltou ontem (16) a criticar a Petrobras pelas sucessivas altas nos preços dos combustíveis e disse que lamenta o atual preço do diesel.

O mandatário reclamou que a Petrobras busca o lucro máximo, "em vez fazer como as petrolíferas do mundo todo , reduziram suas margens de lucro", disse.

"Nada contra a empresa ter lucro, tem que ter lucro. De outro lado, a gente sabe que não dá certo, e vê-se obrigado a mexer nas peças do tabuleiro", acrescentou o presidente. "A gente lamenta o preço do diesel altíssimo", afirmou.

As declarações foram dadas durante a abertura de uma feira de negócios organizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), na capital paulista. A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim e outras autoridades estiveram presentes ao evento, como os ministros Paulo Guedes (Economia) e Marcos Pontes (ex-Ciência e Tecnologia e agora na pasta da Agricultura), bem como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, também discursou na abertura do evento. Ele é pré-candidato ao governo de São Paulo.

MUDANÇAS

Na semana passada, o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, realizou o primeiro reajuste do diesel de sua gestão, desagradando o chefe do Executivo.

"Todo mundo tem que colaborar, não é ganhar mais dinheiro na crise. É o que infelizmente alguns setores fazem, como a própria Petrobras. 'Ah tem o estatuto'. Estatuto está acima da lei, não está acima da Constituição. Então, tem o fim social da empresa", disse Bolsonaro a apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada.

O estatuto regulamenta como funcionará a companhia e estabelece conselho de administração, entre outras diretrizes.

Em seu terceiro parágrafo, determina que as atividades econômicas da companhia devem ocorrer "em caráter de livre competição com outras empresas, segundo as condições de mercado". Nesta segunda-feira, disse não ser possível lucro de 30% da Petrobras e, sem detalhar, indicou que vai intervir.

"Com toda certeza vamos entrar na Petrobras nessas questões também. Não é possível uma petrolífera dar 30% de lucro enquanto as outras, no máximo 15%, para atender interesse não sei de quem", afirmou.