11 de julho de 2026
Política

Prefeitura vai rediscutir e poderá manter agentes de saúde na Fersb

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Uma possibilidade se abriu para os 83 agentes comunitários de saúde (ACS), contratados pela Fundação Estatal Regional de Saúde (Fersb), manterem seus empregos por meio da prorrogação do contrato com a fundação, sem a necessidade de participarem do concurso público que vem sendo organizado pela prefeitura, mas também sem a incorporação aos quadros de servidores, como vinham requerendo. A proposta será levada à prefeita Suéllen Rosim (PSC) pelos três secretários municipais que participaram da audiência desta quarta-feira (18), que debateu a situação dos ACSs, cujos contratos com a fundação vencem em outubro deste ano.

Além dos secretários e de vários vereadores, representantes dos agentes participaram da audiência, enquanto o auditório da Câmara permaneceu lotado pelos trabalhadores. A iniciativa da reunião foi do presidente da Casa de Leis, vereador Markinho Souza (PSDB). O posicionamento da prefeita sobre a nova proposta dos secretários deve ser apresentado aos vereadores na sexta-feira (27), em reunião técnica.

Desde janeiro, os agentes reivindicam a incorporação aos quadros da administração municipal, considerando o que ocorreu em outras cidades, como forma de manutenção de seus empregos, mas também da qualidade do serviço prestado à população, já que vários atuam há mais de 10 anos na função.

Para isso, basearam sua reivindicação na Lei Federal 11.350/2006 e na Proposta de Emenda Constitucional 51/2006, que tratam e regulamentam a atividade e a forma de contratação destes trabalhadores e de agentes de combate às endemias (ACEs). Nos dois casos, a justificativa é que a legislação permitira a incorporação porque os agentes em questão já participaram de um processo seletivo quando foram contratados pela Fersb.

Porém, o Executivo, que já havia descartado a possibilidade, bem como os vereadores, questionam a constitucionalidade da PEC 51, que já teve apontamentos contrários do Tribunal de Justiça (TJ), de acordo com os parlamentares.

Por isso, a discussão ficou centrada na possibilidade de que os agentes continuassem com suas atividades por meio de nova contratação pela Fersb ou de outra fundação, através de chamamento público.

Inicialmente, o secretário de Negócios Jurídicos, Gustavo Bugalho, se posicionou contrário à possibilidade devido a um procedimento já instaurado pelo Ministério Público, questionando a contratação de médicos por meio de Pessoa Jurídica (PJ).

Posicionamento semelhante teve o secretário de Administração, Donizete do Carmo dos Santos. No entanto, a secretária de Saúde, Alana Trabulsi Burgo, lembrou que o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), de 2010, abriu 138 cargos de agentes, por isso a necessidade de realização de um concurso.

Um processo interno, que já havia sido instaurado pela Saúde, questionou o Jurídico sobre a possibilidade de estender o contrato com a Fersb, e teve parecer contrário. Após, a apresentação deste processo aos vereadores e a participação do advogado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), José Francisco Martins, que apresentou defesa da extensão do contrato, os secretários informaram aos vereadores que iriam levar a proposta à prefeita.