10 de julho de 2026
Nacional

Maior onda de frio dura mais tempo

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Porto Alegre  - A onda de frio que surpreendeu diferentes estados com um amanhecer gelado nesta quarta-feira (18) se comporta como uma espécie de turista que, impedido de sair Atlântico afora, tomou gosto pelo Brasil e resolveu conhecer novos destinos.

Seu roteiro que começou na segunda-feira (16) no Rio Grande do Sul - onde já causou estragos - chegará ao Acre derrubando termômetros pelo caminho. E só deve se afastar do País a partir de segunda-feira.

Conforme a meteorologista Andrea Ramos, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o que faz essa onda ser peculiar não é tanto a intensidade do frio que ela proporciona, mas o tempo de permanência no País, o que faz com que ela passe por regiões atípicas, como o Centro-Oeste e o Norte do Brasil.

"Geralmente as massas polares de outono começam ao sul do globo terrestre, passam pela Argentina e região Sul do Brasil e em questão de dois a três dias migram para o Sudeste já perdendo força. Mas esta atual foi afetada pela mudança da direção dos ventos ocasionada pelo La Niña, que a impedem de sair e dissipar", declara a meteorologista.

Ao encontrar resistência para se dissipar sobre o oceano, o fenômeno percorre o território brasileiro com ainda mais intensidade. Aos rodopios, atinge com frio e rajadas de vento mais regiões do Brasil.

O fenômeno proporciona quedas rápidas de temperatura e diferenças significativas nos termômetros mesmo entre estados próximos. Nesta quarta-feira, por exemplo, enquanto São Paulo enfrentava 7ºC pela manhã e Belo Horizonte tinha 6,7ºC, Vitória, marcava amenos 20,5ºC. Em São Paulo, a mínima registrada de 6,6ºC não ocorria desde 1990.