10 de julho de 2026
Geral

Associação de Agências de Viagens e entidades discutem fomento a turismo

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-SP) promoveu em Bauru, nesta sexta-feira (20), um encontro com o objetivo de discutir e propor uma agenda prática de melhorias para o Aeroporto Moussa Nakhl Tobias. A reunião aconteceu na manhã desta sexta-feira (20), no Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, situado na rua 1 de Agosto. Participaram membros da sociedade civil, empresários do ramo hoteleiro, restaurantes e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon).

Foi tratada a ampliação do terminal, assim como a atração de outras companhias aéreas para a cidade. Atualmente, só a Azul opera em Bauru. O vice-presidente de assuntos do interior da Abav e membro titular do Conselho Estadual de Turismo, Marcos Lucas, trouxe sua experiência de sucesso no aeroporto de Presidente Prudente (311 quilômetros de Bauru). Por lá, transformaram o campo de aviação no terceiro maior de movimentação do Interior de São Paulo, à frente do de Bauru e atrás apenas de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Segundo ele, o aeroporto Moussa Tobias é novo e moderno em aeronavegabilidade. "Bauru precisa realizar mais ações para movimentar um número maior de turistas. Até o período pré-pandemia (2020), o turismo brasileiro era responsável por 8,1% do PIB (Produto Interno Bruto). É muito dinheiro para desenvolvimento. Além de gerar empregos e serviços para todas as ocupações", comenta Marcos Lucas.

O membro da Abav acrescenta que o inibidor atual do aeroporto "decolar" de vez é o fato de só a companhia Azul estar operando, com tarifas altas e a falta de competitividade. "Bauru precisa mostrar para a Latam que temos demanda forte e potencial. A rede hoteleira aqui tem mais de 500 leitos", destaca.

A troca de experiências deste encontro será encaminhada para a Rede Voa, que assumiu no último dia 1 de abril a concessão do Aeroporto Moussa Tobias, em uma reunião já marcada para 2 de junho. Marcos Lucas reforça que o Poder Público de Bauru precisa ir em busca de recursos para a conta fechar. E o mais importante, segundo ele, será sensibilizar a Rede Voa para investir mais do que os R$ 30 milhões em 30 anos que o Governo João Doria exigiu. "Muito pouco, para garantir desenvolvimento", finaliza.

A titular da Sedecon, Gislaine Magrini, também falou sobre a reunião. "Foi importante para o mapeamento junto à região de Bauru, num entorno de aproximadamente 200 quilômetros, para conseguirmos indicadores referente a demandas de voos com saídas de Bauru. Essa aproximação do poder público com a sociedade civil é extremamente importante para conseguirmos mapear as principais necessidades do setor. Essa união irá agregar a toda a região um fomento às atividades turísticas e como consequência o desenvolvimento econômico".