O governo federal anunciou uma nova troca na presidência da Petrobras. José Mauro Ferreira Coelho ficou 40 dias à frente da estatal, e agora deixa o cargo. Essa é a terceira troca de chefia durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O novo indicado para o posto é Caio Mario Paes de Andrade, membro dos conselhos de administração da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da PPSA (Pré-Sal Petróleo). Indicado pelo governo, o nome ainda precisa ser apresentado ao Conselho da Petrobras e aprovado em assembleia.
Formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, com pós-graduação em Administração e Gestão pela Harvard University e mestrado em Administração de Empresas pela Duke University, nos Estados Unidos, em 2019, Andrade trocou a iniciativa privada pela área pública, se tornando presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) até agosto de 2020, data em que assumiu a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.
O ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, foi indicado pelo Ministério de Minas e Energia à presidência após Adriano Pires desistir do cargo. José Mauro assumiu o posto no dia 14 de abril após o seu nome ser aprovado para o comando da empresa pelo conselho de administração da estatal.
O presidente anterior, general Joaquim Silva e Luna, foi demitido por Bolsonaro em meio ao aumento nos preços dos combustíveis. Antes dele, o presidente era Roberto Castello Branco, que foi removido do cargo em fevereiro de 2021.
A política de combustíveis da Petrobras foi implantada em 2016 pelo ex-presidente Pedro Parente, no governo de Michel Temer, após anos de preços controlados pela gestão do PT (Partido dos Trabalhadores).
O governo Bolsonaro manteve a política do governo Temer, mas com a disparada do preço do petróleo passou a criticar o sistema, que oscila de acordo com o preços do petróleo, do dólar e o custo de importação.
No início de 2020, antes da pandemia, o petróleo era cotado em torno dos US$ 50, subindo para cerca de US$ 70 no final do ano e atingindo mais de US$ 130 este ano com a guerra entre Ucrânia e Rússia.
Atualmente, o preço continua bastante volátil devido à continuidade do conflito no Leste europeu, girando em volta dos US$ 100 o barril.