Davos - O ministro Paulo Guedes (Economia) não quis comentar a troca de comando na Petrobras nem a insistência do governo Jair Bolsonaro de controlar os preços dos combustíveis.
"O presidente escolhe o ministro. O ministro escolhe o presidente da Petrobras, e o conselho [confirma]. O conselho escolhe o CEO e a diretoria. E eles definem a política de preços", disse Guedes a jornalistas brasileiros durante o encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Caio Mario Paes de Andrade, integrante da equipe econômica tido como próximo de Guedes e do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, foi indicado para substituir José Mauro Coelho. A notícia está fazendo as ações da Petrobras desabarem no pré-mercado em Nova York.
Guedes, contudo, preferiu se distanciar do tema. O ministro mantém uma agência carregada em Davos nesta terça (24), com nove encontros bilaterais com altos executivos, incluindo com o CEO da Arcelor Mittal, Lakshmi Mittal e com presidente da Alibaba, Michael Evans.
No início da noite, ele participaria de um painel seguido de jantar oferecido pelo Fórum para debater temas relacionados à América Latina.
QUEDA
Em uma sessão marcada pela forte queda das ações da Petrobras, a Bolsa de Valores conseguiu manter a tendência positiva dos últimos dias e fechou em alta pela quarta sessão seguida.
O Ibovespa encerrou os negócios nesta terça-feira (24) em leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos, apesar das quedas próximas de 3% dos papéis da Petrobras, após o governo anuncia na véspera a troca no comando da estatal.
As ações preferenciais da petroleira fecharam em queda de 3,06%, enquanto as ordinárias caíram 2,96%. Nos Estados Unidos, os ADRs (American Depositary Receipt) da empresa tiveram quedas ainda mais agudas, que chegaram a 13,6%.