11 de julho de 2026
Polícia

Polícia Civil investiga atropelamento e morte após briga no Vitória Régia

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru investiga um atropelamento seguido de morte próximo ao Parque Vitória Régia. O caso, que teria ocorrido após uma briga, foi registrado na madrugada de 27 de fevereiro deste ano, mas só veio a público agora, depois que o motorista foi identificado. A vítima, Antoni Afonso Batista da Silva, de 21 anos, sofreu traumatismo craniano e morreu no hospital.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), testemunhas relataram à Polícia Militar (PM) que os envolvidos estavam em uma festa de Carnaval no Vitória Régia, quando, por volta das 2h50, visualizaram a vítima agarrada ao capô de uma Fiat Fiorino em movimento pela quadra 6 da rua José Ferreira Marques, na Vila Nova Cidade Universitária.

Ainda segundo o BO, essas testemunhas narraram que o motorista teria dado uma arrancada brusca e feito zigue-zague aparentemente para Antoni soltar o veículo e, após ele cair no chão, passou sobre suas pernas. O condutor fugiu do local em seguida, sem prestar socorro.

A vítima sofreu traumatismo craniano grave e precisou ser intubada no Pronto-Socorro Central (PSC). Contudo, ela não resistiu aos ferimentos e morreu, por volta das 22h20 de 28 de fevereiro último.

TESTEMUNHAS

A princípio, o fato começou a ser investigado pela Polícia Civil como lesão corporal culposa. Durante os depoimentos, porém, testemunhas narraram que, na festa, houve uma briga entre a vítima e um outro homem, provavelmente motivada por ciúme.

Por conta do desentendimento, este homem teria deixado o local, acompanhado de um amigo em comum com a vítima. Ainda segundo as testemunhas afirmaram em BO, quando eles estavam saindo com o veículo, Antoni pulou sobre o capô e desferiu socos contra o para-brisa. Foi neste momento que o motorista teria dado uma arrancada brusca e feito zigue-zague supostamente para derrubar a vítima e, em seguida, a atropelado.

MOTORISTA

Diante dos relatos, o caso passou a ser investigado como homicídio doloso, para apurar se o motorista teve a intenção de atropelar e matar a vítima no momento do acidente. Em 9 de maio último, o condutor, identificado como N.C.N.C. (somente as iniciais foram divulgadas pela corporação), prestou depoimento acompanhado de seu advogado.

O homem relatou à polícia que, no dia dos fatos, a vítima aparentava estar embriagada e iniciou uma briga com ele, inclusive, o agredindo. O motorista disse que, por conta dos desentendimentos, decidiu ir embora da festa. Mas, quando estava saindo com o carro, afirma que foi surpreendido por Antoni, que pulou no capô e deu socos no veículo.

N.C.N.C alegou que continuou conduzindo o carro devagar e que fez movimento brusco com o automóvel somente depois que Antoni já tinha caído no chão, mas não parou para prestar socorro.

Contudo, esta versão dele, segundo a Polícia Civil, é conflitante com a das testemunhas e também da PM.

EM LIBERDADE

Outras testemunhas do incidente ainda devem ser ouvidas pela Polícia Civil para se chegar às reais circunstâncias do que ocorreu naquela noite.

Por ora, N.C.N.C. continua respondendo ao inquérito em liberdade. A Fiat Fiorino envolvida no atropelamento foi apreendida para perícia.