09 de julho de 2026
Nacional

Autoridades apontam erros em ação da PRF

FolhaPress
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Brasília - Especialistas apontam uma série de erros na abordagem de agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que resultou na morte por asfixia de Genivaldo de Jesus Santos. 

A avaliação é que o gás lacrimogêneo não é próprio para contenção individual e pode ser letal se utilizado em ambientes fechados -- como ocorreu no caso em Sergipe.

O presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, destaca que "toda a abordagem foi atabalhoada e fora dos procedimentos. O gás lacrimogêneo, que é para uso em massa, [para] distúrbios civis. É um erro técnico. Jamais pode ser usado em local fechado."

A doutora e professora do Departamento de Segurança Pública da UFF (Universidade Federal Fluminense) Jacqueline de Oliveira Muniz afirma que o problema é estrutural. Para ela, a falta de protocolos claros sobre métodos de emprego da força, discutidos com a sociedade, faz da PRF uma "instituição amadora".

CAPITÃO AUGUSTO

O presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, Capitão Augusto (PL-SP), diz que uma análise preliminar das imagens em Sergipe sugere uma "abordagem fora do padrão" da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

"É duro a gente fazer um julgamento precipitado, mas pelas imagens, ele agiram fora do padrão", avalia. "Ainda há uma investigação a ser feita, pessoas a serem ouvidas. Mas não endossamos atitudes erradas.", diz.