09 de julho de 2026
Geral

Prolongamento da Rodrigues Alves é liberado, mas marginal ainda não

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Após cerca de quatro meses, foi liberado, na tarde desta segunda-feira (30), o trânsito nos dois sentidos do dispositivo Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da Rodrigues Alves que conecta a avenida com a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225, a Bauru-Jaú). A ciclovia também foi reparada e está apta para uso por pedestres e ciclistas.

A rua marginal Joaquim Marques de Figueiredo, no entanto, que fica em frente ao Residencial Terra Nova, ligando o Núcleo Octávio Rasi ao Distrito Industrial 2, ainda segue interditada. A previsão é que as obras ali, realizadas também pela Concessionária Eixo-SP, levem mais 20 a 30 dias para serem totalmente concluídas.

Conforme o JC vem noticiando, a complexa obra objetiva reparar totalmente a drenagem e os acessos viários destruídos pela chuva torrencial ocorrida em 20 de janeiro deste ano, que abriu cratera e forçou os bauruenses a terem que aumentar suas rotas em mais de sete quilômetros.

Segundo a Eixo-SP, houve naquele trecho uma robusta estrutura operacional, com mão-de-obra e maquinário para liberar o trânsito 20 dias antes do prazo estabelecido, que inicialmente seria de seis meses e depois baixou para cinco. O cronograma inclui estudo hidrológico da bacia de contribuição da travessia, a Vargem Limpa. Foi implantada uma passagem dupla para água subterrânea (aduelas), com mais que o triplo da capacidade do escoamento anterior. Houve por ali também serviços de drenagem superficial, aterro, pavimentação, implantação de sinalização e dispositivos de segurança. O valor do investimento é de R$ 4,9 milhões, informou ao JC a concessionária.

VIELA DE TERRA

A reportagem constatou que a rota alternativa, uma viela de terra sem nome, segue sendo utilizada pelos moradores mesmo após a liberação das pistas, muito provavelmente pelo fato de a marginal ainda estar interditada. A via opcional não tem estrutura de sinalização e iluminação, além de ficar rente a um córrego.

HISTÓRICO

O colapso foi causado por chuvas fortes de janeiro, que ocasionaram o aumento exponencial da vazão do Córrego Vargem Limpa combinado com o subdimensionamento da tubulação de ferro instalada há décadas. Cerca de 30 metros de extensão da tubulação foram danificadas com a força da água. Isso resultou na abertura de quase 6 metros de profundidade e 30 metros de comprimento. Em meio ao período inicial das obras da Eixo-SP, durante a madrugada do dia 18 de fevereiro, o motociclista Anderson Alexandre Picoloto dos Santos, de 36 anos, morreu após cair dentro da cratera na via. O corpo e a moto, na época, foram localizados submersos.