Aprovado pela Lei Federal 12651, de 2012, o Código Florestal Brasileiro faz 10 anos de sua existência. Lamentavelmente, dos 100% que deveriam ter seu CAR (Cadastro Ambiental Rural), somente 0,2% procederam o registro. Os demais 99,8% nunca se preocuparam em fazê-lo, porque a fiscalização não existe, lamentavelmente. Com esse governo, a inação chegou aos 100%.
O Brasil sofreu em 2021 a perda de 1,5 milhões de hectares de suas florestas, por queimadas e também o garimpo que despeja milhares de litros de mercúrio para separarem o famigerado ouro, que depois chega aos nossos rios, contaminando tudo que encontra pela frente - peixes, indígenas, ribeirinhos e a biodiversidade.
Nossos biomas, como o Pantanal, sofreram em 2021 a pior da degradação, a Floresta Amazônica, outrora uma neutralizadora de Carbono no ar, hoje emite CO2 pelas queimadas, em sua maioria criminosas, sempre na busca de espaços para o plantio de pastagens e a monocultura da soja. Nossa Mata Atlântica, nos últimos 6 anos estava sendo regenerada, agora nos últimos três anos, apresentou índices de 21 mil hectares desmatados, também para o uso da soja e de pastagem.
A Natureza não irá aceitar facilmente essas agressões e dará ao homem insensato o troco, que será nas próximas safras de grãos. O calor será tanto que as sementes não irão germinar no solo, esse será o castigo a todos aqueles que não respeitam a Natureza, a Biodiversidade e a Vida.
Num seminário internacional na União Europeia e no Fórum de Davos, os representantes do governo brasileiro tentaram tapar o sol com a peneira, e disseram que o Brasil seria pioneiro no que diz respeito aos investimentos nos Créditos de Carbono. Um grande engano, da forma que estão agindo os desmatadores e poluidores de nossas Florestas, teremos sim o "Débito de Carvão".
Esse é o quadro hoje no Brasil com relação ao Código Florestal, que até agora nunca foi implementado.
Assim caminha a desumanidade contra nossas florestas, nossos rios e a morte da Biodiversidade.