11 de julho de 2026
Geral

Morre Fernando Colnaghi, que fundou as Funerárias Reunidas

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

O fundador das Funerárias Reunidas, Fernando Colnaghi, morreu na noite desta terça-feira (7) após sofrer um infarto. O empresário tinha 81 anos e não apresentava nenhum problema grave de saúde, segundo a família. O corpo foi velado na própria funerária, com a presença de parentes e amigos, e o sepultamento foi realizado no Cemitério Parque Jardim do Ypê, em Bauru, na tarde desta quarta (8).

Fernando deixa a esposa Celia e os filhos Fernando Júnior e Karina, além da nora Alda. Era também avô de Rafael, Gabriela, Giovanni e Luigi. "Ficamos muito surpresos porque, até ontem (terça) à tarde, ele estava bem, sorrindo. Meu filho Giovanni passou o dia com ele, ajudando a montar uma sauna. À noite, meu pai estava deitado, assistindo TV. Minha mãe foi chamá-lo para o quarto e ele já tinha falecido", relata Karina.

Ainda segundo o filho, apesar de ter tido Covid em janeiro, Fernando apresentava boa saúde. "Um mês atrás, levei ele para fazer um check-up geral. Nem pressão alta ele tinha. Passou pelo cardiologista, cardiovascular, estava tudo bem. Ficamos muito surpresos com o falecimento", lamenta Júnior.

EMPREENDEDORISMO

Fernando começou a trabalhar bastante jovem. Exerceu várias atividades profissionais, inclusive atuou com transportes.

Também foi sócio do irmão João Batista Colnaghi na administração do Velório Terra Branca. Após o falecimento do mesmo, passou a empreender sozinho. Em 1980, fundou as Funerárias Reunidas.

Depois, montou ainda mais duas empresas: a Mult Clínicas Reunidas, de atendimento multidisciplinar, e a Água Fácil Reunidas, de caminhões-pipa para abastecimento de piscinas e reservatórios.

Atualmente, Júnior e Karina são os responsáveis pela administração dos negócios. "Mas, meu pai continuava atuando conosco. Ele vinha até a funerária com frequência, participava das decisões e apontava quais caminhos achava melhor para as empresas", revela o filho.

'SÓ ALEGRIA'

Ainda de acordo com Júnior, o lema do pai era "só alegria", bordão que combinava com o espírito descontraído e bem-humorado de Fernando. "Ele gostava de tudo, amigos, boteco, festa. Gostava de viver a vida, estava sempre animado", define.

Recentemente, o empresário estava combinando uma viagem à praia com amigos. "Ele sempre me tratou superbem. A gente se encontrava aos domingos no barzinho para tomar uma cerveja, bater papo. Era uma pessoa sempre animada, alegre, não tinha papo ruim", diz Fernando Ortolani, engenheiro agrônomo e amigo da família.