10 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro diz a Biden que vai fazer seu governo de forma democrática

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Los Angeles - Em seu primeiro encontro com Joe Biden desde que o americano chegou ao poder, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) fez uma defesa da soberania da Amazônia, criticou a política do "fique em casa" para o combate à pandemia e disse que pretende terminar seu governo de modo democrático.

Ele pediu por eleições limpas, confiáveis e auditáveis. "Para que não sobre nenhuma dúvida depois. Tenho certeza que ele será realizado nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza de que quando deixar o governo também será de forma democrática", afirmou.

Os dois presidentes se reuniram pela primeira vez nesta quinta-feira (9), depois de um ano e meio de uma relação distante, em que não houve nem sequer um telefonema entre os líderes de dois dos maiores países das Américas. A reunião começou por volta de 16h (20h em Brasília), em um pavilhão de exposições em Los Angeles, onde se realiza a nona edição da Cúpula das Américas.

Nas palavras iniciais, Biden fez elogios ao Brasil. Disse que o país tem uma democracia vibrante, com instituições eleitorais robustas, que tem feito um bom trabalho para proteger a Amazônia e que pretendia tratar de algumas questões de interesse comum com o brasileiro.

Bolsonaro chamou Biden de "prezado companheiro" ao concluir sua fala. "Em alguns momentos nos afastamos por questões ideológicas, mas com nossa chegada ao governo, nunca tivemos afinidades tão grandes", ressaltou, repetindo posição frequente durante o mandato de Trump.

No encontro, todos das comitivas dos dois países estavam de máscara, exceto os presidentes. Biden e Bolsonaro se sentaram a cerca de dois metros de distância. Eles se olharam pouco enquanto falavam. Bolsonaro discursou por mais tempo do que Biden e buscou justificar suas posições, como a postura adotada no conflito com a Rússia. Eles não responderam a perguntas. Em seguida, a conversa seguiu a portas fechadas.

Na abertura oficial do evento, nesta quarta, Biden ressaltou a importância de defender a democracia e os direitos humanos nas Américas.