10 de julho de 2026
Geral

Dengue: 2022 tem três primeiros óbitos; bebê está entre as vítimas

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O alerta contra a dengue se intensifica em Bauru. Nesta quinta-feira (9), a Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informou as três primeiras mortes do ano por conta da doença na cidade. Entre as vítimas fatais, está um menino de apenas 2 anos. Há, ainda, mais um óbito suspeito em análise. Também foram contabilizados novos 874 registros da enfermidade, referentes ao período de 27 de fevereiro e 8 de junho.

Essas três mortes tiveram a investigação da Vigilância Epidemiológica concluída agora. O primeiro óbito ocorreu em de 2 de abril. Trata-se de uma mulher, 53 anos, que apresentou início dos sintomas da dengue em 24 de março. A paciente foi atendida em um serviço de saúde municipal e possuía distúrbios de tireoide.

Já no dia 3 de maio, foi a vez de uma mulher, de 35 anos, perder a batalha contra a doença transmitida pelo Aedes aegypti. Os sintomas começaram em 28 de abril e ela também tinha distúrbios de tireoide e foi atendida em um serviço de saúde municipal.

Já no dia 13 de maio, ocorreu a morte do bebê. O garoto de apenas 2 anos teve os primeiros sintomas da dengue no dia 5 do mesmo mês. A criança, que não possuía comorbidades, recebeu atendimento em um hospital particular de Bauru.

351 DIAS DEPOIS

Com essas tristes confirmações, a cidade volta a ter morte por dengue após cerca de um ano, ou exatos 351 dias. No ano passado, foram contabilizados dois óbitos, sendo que o último ocorreu em 16 de abril de 2021.

Em 2020, a dengue não matou em Bauru. Em compensação, em 2019, na maior epidemia da história no município, a doença tirou a vida de 42 pessoas (veja o histórico no quadro).

2.214 CASOS

Em relação ao número de casos, a cidade totaliza, em 2022 até o momento, 2.214 confirmações de dengue, sendo 2.204 autóctones e dez importadas. Para se ter uma ideia, esse montante já é cinco vezes maior do que o contabilizado em 2021 inteiro, que teve 403 registros positivos.

E esse volume, com certeza, ainda aumentará de maneira significativa. Há, ainda, 958 casos suspeitos em investigação, por conta da demanda reprimida, desde o começo do ano, no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Em 2019, quando houve a epidemia histórica em Bauru, foram 26.250 casos. Por isso, conforme o JC vem noticiando, a Saúde está preocupada, desde o início do ano, com a possibilidade de um surto de grandes proporções novamente no município.