Segundo Axel Blikstad, gestor dos fundos de criptomoedas da BLP Crypto, com o aumento recente da volatilidade, a opção adotada foi aumentar a concentração da carteira nas cripto mais consolidadas, em especial no bitcoin e na ethereum. "É um ano difícil não somente para as criptomoedas, mas para o mercado como um todo", diz.
Diretor de investimentos da gestora de cripto QR Asset, Alexandre Ludolf diz também ter optado por uma abordagem mais conservadora nas estratégias dos fundos, ao menos até que seja possível ter uma clareza maior sobre as perspectivas para os mercados nos próximos meses. Ele diz que tem reservado um espaço maior dos portfólios para ficar em caixa, como títulos públicos de curta duração, de modo a reduzir a volatilidade da carteira. E também com um enfoque maior para as criptomoedas já mais bem estabelecidas bitcoin e ethereum.
Para ele, um avanço regulatório sobre o mercado cripto, e das stablecoins em especial, é um passo importante para aumentar a segurança e impulsionar uma nova onda de otimismo no setor. Ele diz que o padrão de captação "mudou para pior" com o aumento da volatilidades, mas que o maior conhecimento dos investidores de forma geral a respeito das criptomoedas impediu um movimento de resgates massivo.
Blikstad afirma que o movimento das criptos tem acompanhado cada vez mais de perto o das grandes Bolsas internacionais, com a venda dos ativos de maior risco de maneira indiscriminada e a consequente pressão baixista para negócios de tecnologia, sejam ações negociadas na Nasdaq sejam os criptoativos.