10 de julho de 2026
Geral

Pesquisa mostra evidências de que os alimentos coloridos ajudam o cérebro


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Comer frutas e vegetais coloridos pode ser bom para o cérebro. Um dos maiores estudos sobre o tema até hoje descobriu que os flavonoides, substâncias que dão cores vibrantes aos alimentos vegetais, podem ajudar a reduzir sintomas como o esquecimento e a confusão mental moderada que costuma estar entre as queixas comuns das pessoas mais velhas com o avançar da idade. Esse sinal pode às vezes preceder um diagnóstico de demência. As informações são do jornal The New York Times.

A pesquisa foi observacional, portanto não pode provar causa e efeito, embora seu grande escopo e a longa duração aumentem as evidências de que o que comemos possa afetar a saúde do nosso cérebro.

Os cientistas usaram dados de dois grandes estudos contínuos de saúde que começaram no fim dos anos 1970, início dos anos 1980, nos quais os participantes preenchiam questionários de dieta e saúde periodicamente ao longo de mais de 20 anos. A análise acompanhou 49.693 mulheres com idade média de 76 anos e 51.529 homens com idade média de 73 anos.

Os cientistas estimaram a ingestão de cerca de duas dúzias de tipos de flavonoides comumente consumidos, que incluem o betacaroteno das cenouras, a flavona dos morangos, a antocianina das maçãs e outros tipos presente em muitas outras frutas e vegetais. O estudo foi publicado na renomada revista científica Neurology.

O grau de declínio cognitivo subjetivo foi avaliado a partir de respostas "sim" ou "não" dos entrevistados, a sete perguntas sobre as dificuldades para: lembrar-se de eventos recentes? Lembrar-se de coisas de um segundo para o outro? Memorizar uma pequena lista de itens? Seguir instruções faladas? Acompanhar uma conversa em grupo? Orientar-se em ruas conhecidas? Ou se notou uma mudança recente em sua capacidade de lembrar de coisas?

Quanto maior tinha sido a ingestão de flavonoides, descobriram os pesquisadores, menos respostas "sim" às perguntas. Comparado com a parcela de pessoas que relatavam uma menor ingestão de flavonoides, o grupo com o maior consumo tinha 19% menos probabilidade de relatar esquecimento ou confusão.