10 de julho de 2026
Internacional

'Brasil e Argentina não podem ter má relação', diz Alberto Fernández

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Los Angeles  - O presidente argentino Alberto Fernández minimizou no final da Cúpula das Américas nos EUA,  as diferenças que tem com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que "Brasil e Argentina não podem ter má relação". A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo logo após o encerramento do evento.  O mandatário do país vizinho teve uma breve e improvisada reunião com o brasileiro antes do evento.

"Brasil e a Argentina não podem ter uma má relação. Temos uma responsabilidade como governo, dos dois lados, e temos de honrar essa responsabilidade, acima das diferenças, que são óbvias e conhecidas. (...) Nos encontramos numa prévia da reunião (presidencial), ele se aproximou, me cumprimentou corretamente, tivemos um diálogo amável", declarou o presidente argentino ao jornal.

RELAÇÃO CONTURBADA

Fernández e Bolsonaro já trocaram farpas em diversas ocasiões. A começar pelas eleições argentinas, quando o presidente do Brasil declarou publicamente apoio ao antagonista Maurício Macri e chegou a insinuar que a Argentina estaria se tornando a Venezuela após eleger um presidente de esquerda. Bolsonaro também não compareceu à posse do mandatário. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente brasileiro, chegou a compartilhar nas redes sociais uma montagem em que tirava sarro do filho do presidente da Argentina por ele performar como drag queen.

Além disso, Alberto Fernández visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto o petista estava preso na Polícia Federal, em Curitiba. Os dois são amigos, o que sempre distanciou Bolsonaro dele.

NA CÚPULA

Em discurso durante a Cúpula das Américas, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, criticou diante de Joe Biden a decisão dos Estados Unidos de excluir do evento países do continente considerados autoritários, como Venezuela e Cuba.

O argentino ainda aproveitou o palco para um protesto sobre as Ilhas Malvinas, território de que o país reclama soberania há décadas, mas que está em posse do Reino Unido. Mas não falou das finanças do seu país que enfrenta 58%, o maior nível em 30 anos.