A Câmara Municipal rejeitou, no começo da noite desta segunda-feira, por 9 votos a 7, o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que analisava a compra de imóveis pela Secretaria da Educação, em 2021. O relatório, do vereador Eduardo Borgo (PMB), apontava procedimentos irregulares na aquisição dos bens e pedia à Mesa Diretora do Legislativo que fosse instalada uma Comissão Processante (CP) contra a prefeita Suéllen Rosim (PSC) o que, automaticamente, também foi rejeitado.
Mais cedo, a Câmara não chegou a votar o pedido de instauração de uma Comissão Processante (CP) contra a prefeita a partir do requerimento apresentado na semana passada pelo vereador Luiz Eduardo Borgo já que, após ser lido, o pedido foi retirado pelo autor, por discordar do rito definido pela Mesa Diretora e plenário do Legislativo.
Antes da votação do pedido individual de Borgo, o presidente da Mesa, Markinho Souza (PSDB), deu posse ao vereador suplente, Ivo Leite (União Brasil), substituto temporário na vaga de Borgo, impedido de votar a CP por ser o autor do pedido de instauração. A denúncia de Borgo foi lida por cerca de duas horas.
Durante a discussão, pouco antes da votação, a sessão caiu em um impasse, uma vez que Borgo insistia em participar da discussão do pedido. Após o presidente do Parlamento colocar em votação do plenário a possibilidade ou não de o autor do pedido participar da discussão e a mesma ser rejeitada, Eduardo Borgo retirou o pedido de Comissão Processante, alegando “atentado contra o exercício de seu mandato” e afirmando que iria entrar com um mandado de segurança preventivo na Justiça para poder participar do debate.
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