09 de julho de 2026
Nacional

Fachin defende imprensa livre e diz que democracia perde com mortes

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, lamentou nesta quinta-feira (16) as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.

O presidente da Corte se solidarizou com as famílias e, em nome dos demais ministros reforçou, ainda, que é "imperativo constitucional que a sociedade e o Estado respeitem os povos tradicionais".

"Com a morte trágica de Bruno e Dom, perdem os familiares e também perde a democracia, a imprensa, perdem todos. Um país só se faz dignamente com respeito, paz e justiça", afirmou.

Fachin destacou a parceria de Bruno com a Justiça Eleitoral. Em 2014, ele ajudou na instalação de cinco seções eleitorais no Vale do Javari, quando foram realizadas, pela primeira vez, eleições na região no extremo oeste do Amazonas.

"Esse auxílio foi fundamental para que indígenas da região possam exercer a cidadania por completo, elegendo seus representantes. Na época, viviam cerca de 5,5 mil indígenas das etnias Marubo, Matís, Mayuruna, Kanamary e Kulina", registrou o magistrado.

Entre os dias 21 e 23 de setembro de 2021, a Justiça Eleitoral instalou uma nova seção eleitoral na aldeia Maronal, também na comunidade do Vale do Javari. De acordo com o TSE, existem sete seções eleitorais na região, que garantem acesso ao voto a 1.253 indígenas de cinco aldeias.

O ministro também exaltou a atuação de Dom Phillips, "veterano na cobertura internacional" e aproveitou para defender o trabalho da imprensa.

"Uma imprensa livre, segura e plural é condição essencial para uma sociedade democrática".