10 de julho de 2026
Internacional

China desafia Ocidente e festeja ao lançar 'super' porta-aviões Fujian

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Pequim - Com grande fanfarra, a China lançou ao mar nesta sexta (17) o seu primeiro 'super' porta-aviões, o Fujian. O navio mais poderoso já construído fora dos Estados Unidos simboliza a assertividade do regime comunista no contexto da Guerra Fria 2.0 contra Washington e a turbulência do conflito na Ucrânia.

É o terceiro navio do tipo operado por Pequim, e o primeiro de categoria semelhante à dos gigantes americanos, embora haja poucos detalhes técnicos disponíveis.

Os chineses são agora o único país do mundo com mais de dois porta-aviões, além dos EUA e sua incomparável frota de 11 belonaves que marcam a projeção global de poder de Washington desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, mas hoje, dez nações têm esse tipo de arma.

Pequim projeta uma frota com seis ou sete grupos de ataque de porta-aviões, segundo especialistas. Um quarto modelo já está em construção, talvez de propulsão nuclear, algo que apenas EUA e França dominam. Faixas sobre o Fujian falavam na China rumo "a uma Marinha de águas azuis", ou seja, com capacidade de operar distante de seus portos.

A prioridade de Pequim é dominar seu entorno estratégico imediato, como o estreito de Taiwan e o mar do Sul da China. Como sua economia depende de rotas marítimas, a ideia de projetar força no Índico, onde elas se concentram, e talvez contestar o poderio americano no Pacífico, está na mesa.