O Corinthians e o centroavante Jô foram condenados pela Fifa a pagar 2,6 milhões de dólares (cerca de R$ 13,3 milhões na cotação atual) ao clube japonês Nagoya Grampus por rescisão de contrato em 2020.
A decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou que o Nagoya teve justa causa para rescindir o contrato, mas reduziu em aproximadamente 1 milhão de dólares (de 3,4 milhões para 2,6 milhões de dólares) o valor da compensação financeira que a Fifa havia arbitrado.
Diante disso, a situação é a seguinte: Jô foi condenado ao pagamento, enquanto o Corinthians, como parte solidária, uma espécie de "fiador", terá de pagar o valor caso o jogador não o faça.
O prazo para o pagamento é de 45 dias. Durante esse período, a intenção do Corinthians é procurar Jô e Nagoya em busca de um acordo.
O grande problema para o clube nessa situação é de que, se nada for resolvido em 45 dias, a Fifa pode aplicar um "transfer ban", ou seja, uma punição que impede o clube de registrar novos atletas nas competições que disputa. O valor da condenação não estava no orçamento previsto para o Corinthians em 2022. Por outro lado, a rescisão recente com Jô dará uma economia com os salários de aproximadamente R$ 10 milhões até o final de 2023.