10 de julho de 2026
Geral

Deputado Campos Machado tenta convencer França a disputar Senado

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Em Bauru no último fim de semana para o 3º Encontro Regional de Lideranças do Avante, o presidente do partido em São Paulo e deputado estadual Campos Machado, disse que tentará convencer Márcio França (PSB) a deixar a pré-candidatura ao governo do Estado para concorrer ao Senado, na disputa de 2022. A ação visa, segundo Campos, aumentar o apoio do eleitorado a Rodrigo Garcia (PSDB), pré-candidato ao governo estadual. O encontro regional realizado na cidade, inclusive, teve como tônica a candidatura do tucano, que tem recebido ampla sustentação do Avante.

Após o evento, Campos Machado esteve no Café com Política, no JC, acompanhado por uma comitiva composta por Marcos da Costa, ex-presidente da OAB/SP e pré-candidato a deputado federal; Maurício Freire, que foi delegado geral de polícia no Estrado e é pré-candidato a deputado federal; Paulo Bosta, pré-candidato a deputado estadual em Bauru; e Toninho Gimenez, presidente do diretório municipal do Avante.

Há 32 anos na política, Campos, que tenta a reeleição como deputado pela 9ª vez, conta que, em pesquisa informal feita com eleitores, o partido apurou que grande parte dos chamados 'Alckmistas' (eleitores de Geraldo Alckmin) declaram o voto em Rodrigo Garcia.

"E a força do Márcio é com o voto Alckmista. Então, eu vou uma marcar reunião com ele para tentar convencê-lo a ser candidato a senador, apoiando o Rodrigo, se ele realmente tiver pensando nas eleições de São Paulo. Até porque, ao que parece, o Márcio tem caído na pesquisa. E sabemos que a disputa ao governo paulista também deve polarizar, o que tornará tudo ainda mais difícil", comenta Machado.

Ele, que se declara engajado "de corpo e alma" para a eleição do tucano, diz não acreditar no desembarque do União Brasil ao apoio. "Eles (União Brasil) não têm outro candidato para lançar, o que pode ter ocorrido é uma negociação por mais cargos", afirma Machado.

À frente do Avante estadual, partido para o qual migrou há pouco menos de dois anos, após décadas de liderança no PTB, o deputado diz ter sido cotado para a eleição majoritária, mas ter desistido para ajudar a sigla a continuar crescendo. "Em um ano e meio, os filiados aumentaram de 900 para 90 mil no Estado. E, paralelamente às eleições de 2022, trabalhamos para as de 2024, e já temos 260 pré-candidatos a prefeito", contabiliza.

JANONES

Sobre a política nacional, Campos Machado diz enxergar a candidatura de André Janones (Avante) para a Presidência da República como importante para o País.

"O que queremos é fugir da polarização. Nós não somos pretensiosos a ponto de dizer que teremos a terceira via, mas estamos empatados com ela, aliás, as últimas pesquisas indicavam o Janones na frente", afirma o presidente estadual do Avante."Sabemos das nossas limitações, mas o partido é novo e tem, enfim, um candidato. Se fizermos de 5% a 7%, estará ótimo", completa Campos.

Embora exalte sua ligação com o Alckmin, Machado tergiversa quanto a um possível apoio diante de um eventual segundo turno envolvendo a chapa Lula e Alckmin. "Não somos amigos, somos irmãos, mas ele escolheu o destino dele. Não sei se o Geraldo continua Alckmista, mas eu continuo. Agora, sobre o apoio, é aquele ditado bíblico: uma agonia por dia", pontua.

ICMS

Quanto ao cenário econômico do País, o deputado vislumbra um cenário "dantesco" para 2023.

"A redução do ICMS para baixar o preço do combustível tem um preço caríssimo aos estados e à Petrobras. É um projeto com um único objetivo: empurrar o problema até dezembro de 2022, visando as eleições. Em 2023, o cenário será dantesco para quem assumir a presidência", finaliza Machado.