O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP completa, nesta sexta-feira (24), 55 anos de fundação. Reconhecido mundialmente como centro de liderança e excelência no tratamento e pesquisa das anomalias craniofaciais congênitas, síndromes associadas e deficiência auditiva, a instituição passa por transição para ser integrada junto ao Hospital das Clínicas (HC) de Bauru, complexo que será gerido pela Faepa, Organização Social de Saúde (OSS) que já atua no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da USP.
"A consolidação desse novo complexo, com o HRAC integrando o HC, permitirá manter os atuais servidores da USP e toda sua expertise, preservar e potencializar os serviços já prestados, e agregar novas especialidades e recursos clínicos, além de oferecer um amplo campo para a formação e especialização de novos profissionais da saúde, servindo ainda mais às necessidades dos pacientes e de toda a população", defende o professor Carlos Ferreira dos Santos, superintendente do Centrinho.
COMEMORAÇÃO
Para celebrar o aniversário, será realizada, hoje, às 11h, solenidade comemorativa no jardim do hospital.
"Nesses 55 anos de atividades, temos que comemorar toda a trajetória de sucesso do HRAC, fortemente marcada pelo pioneirismo, inovação e tratamento humanizado, marcas implementadas pelo Tio Gastão (professor José Alberto de Souza Freitas), um dos nossos fundadores e superintendente durante 45 anos. É preciso também agradecer a todas as parcerias ao longo desses anos; a todos os superintendentes que nos antecederam; a todos os servidores, docentes, estudantes e demais colaboradores que já passaram e os que atuam hoje no hospital; e, em especial, a todos os pacientes e familiares que confiam no nosso trabalho e no tratamento oferecido", destaca Santos.
VIDAS TRANSFORMADAS
Em sua trajetória de 55 anos, o Centrinho coleciona histórias de vidas transformadas. "A cada etapa, há a sensação de alívio por estar no lugar certo, com as pessoas certas e com o melhor tratamento que eu poderia receber. O Centrinho me fez, desde pequena, enxergar a área da saúde com outros olhos. Devolver sorrisos, saber ouvir e entender cada família nos ensina a ter mais amor pelo próximo. O Centrinho é amor, cuidado, acolhimento e qualidade de vida", relata a cirurgiã-dentista Maria Cecília de Azevedo, 23, que nasceu com fissura labiopalatina e, além de paciente, é residente no HRAC/USP e influenciadora digital (Instagram @dentista.mariacecilia).
Já a professora de educação especial Clivia Donza, 40, mãe de Arthur Donza, 11, usuário de implante coclear, conta que foi um choque receber o diagnóstico de surdez do filho. "Entrei em 'luto'. Mas o tratamento realizado pelo Centrinho transformou significativamente a vida do meu filho. Ele teve a oportunidade de aprender a ouvir e também falar, sem que tivesse tanto prejuízo de sociabilização, com mais independência e autoconfiança. Gratidão a Deus e a toda essa equipe maravilhosa que nos acolhe com tanto amor, como se fossemos todos uma grande família", ressalta Clivia.
Atualmente, Arthur está no sexto ano do ensino fundamental e realiza diversas atividades extraescolares, como violoncelo, teatro, dublagem e formação de ator (Instagram @arthurdonza).