O inverno é o tipo de estação "ame ou odeie". A queda das temperaturas é o amor de uns, mas o terror de outros, principalmente pelo aumento dos sintomas daqueles que lidam com alergias respiratórias e de pele. "As alergias respiratórias (como rinossinusites e asma) pioram nesse período porque é um momento de baixa umidade do ar, de alterações bruscas de temperatura e do aumento da poluição atmosférica", explica a Brianna Nicolette, alergista.
Essas condições climáticas, por si só, são mais irritantes para a pele e a mucosa de qualquer pessoa. No entanto, para os alérgicos esse efeito costuma ser pior, já que aumenta a exposição às proteínas alergênicas. Some-se a isso a vestimenta: no inverno, as pessoas costumam usar roupas de lã e cobertores - ou seja, tecidos que acumulam ácaros -, e que, muitas vezes, estavam a vários meses no armário. Também é habitual nessa época do ano ficarmos em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece o desencadeamento de doenças respiratórias e alérgicas.
"As alergias de pele, como a dermatite atópica e a urticária, também têm impacto nos dias mais frios", explica Nicolette. "Nesse caso, os fatores mais prejudiciais nessa época do ano são a baixa umidade relativa do ar e o aumento na temperatura dos banhos, fatores que ressecam ainda mais a pele dos pacientes."
Pacientes que já convivem com alergias de pele apresentam uma deficiência na barreira cutânea, que tem como função manter a água do organismo - isso significa que essas pessoas perdem mais água do que o normal. "Por isso, o banho quente, para essas pessoas, é altamente prejudicial, pois a água em altas temperaturas remove o óleo natural da pele, deixando-a mais ressecada e sem proteção."