08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Comissão Processante

Roberto 'general' Macedo
| Tempo de leitura: 2 min

Como cidadão e praticamente bauruense, vim para essa cidade aos 7 anos de idade, vejo com muita preocupação o desenrolar da Comissão Processante (CP) sobre as compras efetuadas pela Prefeitura com verbas da Educação.

Assisto regularmente às sessões da Câmara e percebo pelos discursos de alguns vereadores que a coisa está mais ou menos na seguinte situação: "ou Ela ou Nós".

A maneira como discursam, os gestos, as expressões e a "defesa" daquela "velha opinião formada sobre tudo" são deveras preocupantes, sem falar nos seus chamados "seguidores", e eles próprios, exibindo no Facebook o documento de conhecimento da CP assinado pela prefeita como um troféu de caça.

Até que ponto podemos confiar que isso é somente para averiguar fatos ocorridos ou é um jogo de cena político com interesses futuros e políticos também? Todos sabemos que em ano eleitoral sempre foi assim, procura-se "pelos em ovos" para qualificar alguns em detrimento de outros.

Tomara que as boas intenções prevaleçam, pois a cidade não pode ficar a mercê de joguinhos insanos e oportunistas.

Não estou aqui como advogado da prefeita, apenas não gostaria que essa CP se transformasse em uma "caça as bruxas" sendo Bauru a maior prejudicada. Durante um processo dessa magnitude sabemos que a cidade quase para, apesar de vermos que a prefeita, em suas redes sociais, e não é defeito utilizá-las, pois é tendência mundial, está fazendo a cidade andar com muitas obras em andamento e busca de mais recursos em suas viagens.

Na minha opinião, os fatos devem ser averiguados, o que não pode ocorrer é que nesse processo as coisas funcionem como "cartas marcadas", em ambos os lados. Bauru merece o melhor em todos os aspectos. Só porque alguns não aceitam a ideia da escolha democrática da "forasteira" Suéllen, como dizem pejorativamente, pela população, não pode ser motivo para cassar o seu mandato.

Justiça se faz com imparcialidade, nunca por vingança ou questão pessoal, a não aprovação por aclamação do relatório nas investigações, a retirada pelo vereador do pedido de Processante e o democrático arquivamento pelos próprios edis em sessão na Câmara para mim já diz tudo. Nem preciso pensar muito para saber o verdadeiro sentido disso tudo que está ocorrendo posteriormente.

Que venham as críticas e opiniões contrárias, como sempre, só que democraticamente tenho direito à minha também.