11 de julho de 2026
Cultura

Morre chargista e cartunista Antônio Carlos Nicolielo

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 1 min

Morreu, neste domingo (26), o chargista, cartunista, ilustrador, pintor, escultor, pescador e caiaquista Antônio Carlos Nicolielo, aos 74 anos, vítima de complicações de um câncer. Ele, que iniciou sua carreira em Bauru, no Jornal da Cidade, teve suas charges publicadas em mais de 150 jornais do Brasil e até no Exterior.

Conforme conta o amigo e jornalista Zarcillo Barbosa, Nicolielo nasceu em Nova Europa, região de Campinas, e começou sua vida profissional em Bauru, onde, na década de 1960, mudou-se para estudar Direito. Foi na Sem Limites que ele atuou como repórter, redator e chargista político do Jornal da Cidade, Folha do Povo e Diário de Bauru.

Após trabalhar no município por quase uma década, o cartunista mudou-se para São Paulo, onde desenvolveu trabalhos para veículos nacionais, como Folha de S. Paulo e Folha da Tarde. Uma de suas charges, inclusive, foi publicada pelo grande jornal estadunidense The New York Times. Além disso, possui obras em museus da Alemanha, Bulgária, Egito e Espanha.

"Sem contar os prêmios internacionais que ele recebeu. Ele tinha um humor muito fino. Atuou até mesmo durante a Ditadura Militar, em um jornal do Rio de Janeiro que reunia os maiores humoristas da época. Sua partida deixa uma grande lacuna para nós, bauruenses. Foi muito importante a contribuição dele para a cidade, tanto pelo Jornal da Cidade quanto pelo antigo Diário de Bauru", completa Barbosa.

ADEUS

Ultimamente, ainda segundo o amigo, Nicolielo se dedicava a um cartoon pintado em tela, com tinta a óleo, e morava em Nova Europa.

Ele foi velado e sepultado em sua cidade natal, deixando as filhas Isabel e Helena.