Madri - O governo da Turquia assinou um acordo com Suécia e Finlândia para apoiar a entrada dos dois países nórdicos na Otan. O termo foi assinado em Madri, onde os líderes dos Estados-membros da aliança se reúnem até quinta (30), sob o patrocínio do presidente americano, Joe Biden.
A resistência turca era a principal deste que é um dos grandes efeitos colaterais geopolíticos da invasão russa da Ucrânia: o fim da neutralidade dos vizinhos do norte europeu, dois séculos no caso sueco e sete décadas, no finlandês.
Ancara vinha resistindo alegando que ambas as nações apoiavam grupos de oposição ao governo de Recep Tayyip Erdogan. Ainda não está claro o que foi prometido pelos nórdicos ao turco, mas segundo comunicado da Presidência em Helsinque, os chanceleres dos três países assinaram um memorando para dar continuidade ao processo de adesão.
Erdogan, que se reuniu com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e com com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, havia falado antes com Biden ao telefone. Segundo a Casa Branca, os termos da conversa foram gerais, e o assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, tentou minimizar. Desde que se estranhou com os EUA na gestão de Donald Trump e aproximou-se de Vladimir Putin, Erdogan pagou um preço militar. Por ter comprado avançados sistemas antiaéreos de Moscou, a Turquia foi excluída do programa de do caça de quinta geração americano F-35.